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Foto: Cinthia Bispo/CNTS

Em Brasília, enfermagem exige jornada e salários dignos

Enfermagem

No Dia Nacional da Saúde, comemorado nesta quinta-feira, 5, centenas de profissionais de vários estados se reuniram na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para exigir a aprovação do PL 2564, que institui o piso salarial nacional e estabelece carga horária de 30 horas semanais para a categoria.

Nem as longas horas de viagem, o clima seco e as adversidades desanimaram os profissionais da enfermagem que se mobilizaram na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta quinta-feira, 5, para cobrar a aprovação do PL 2564/2020, que regulamenta a jornada de trabalho da enfermagem e cria um piso salarial nacional para a categoria.

O Ato Valorizar a Enfermagem é Valorizar o SUS, organizado pelo Fórum Nacional da Enfermagem, composto pelas entidades representativas da categoria, CNTS, Aben, Anaten, CNTSS, Cofen, FNE e Eneenf, teve a presença de profissionais de vários estados do país, que mais uma vez clamam por salário digno e jornada justa de trabalho.

O presidente da CNTS, Valdirlei Castagna, afirmou que a enfermagem precisa mais que aplausos, precisa de reconhecimento traduzido em números, isso significa a aprovação do PL 2564/20. “A enfermagem brasileira deu uma demonstração durante a pandemia da sua essencialidade. Não existe SUS sem a enfermagem. 50% dos profissionais que trabalham na saúde são da enfermagem. É a categoria que está dia e noite na cabeceira do paciente e tentando salvar vidas. E esta enfermagem foi desrespeitada durante a história, durante a pandemia. Nós estamos cansados da falta de valorização. Estamos aqui para dizer que palmas somente não bastam, para reconhecer o valor desta importante categoria, é preciso aprovar o piso salarial e garantir uma jornada justa e digna. Estamos aqui para dizer ao Congresso Nacional: respeite a Enfermagem, ouça aqueles que fazem o SUS. Só a aprovação do PL 2564 vai trazer justiça e dignidade para esta categoria”, cobrou.

O autor do projeto, o senador Fabiano Contarato (Rede/ES), foi recebido sob aplausos dos profissionais. “Já passou da hora de nosso projeto de lei ser colocado em pauta e o Senado aprová-lo. Em toda reunião de líderes faço apelo para que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, coloque o PL 2564 na pauta. A enfermagem tem pressa! Dignidade profissional passa pela dignidade salarial”, afirmou o senador.

A deputada Alice Portugal (PCdoB/BA) afirmou que está do lado de quem defende a saúde, de quem cuida da saúde, de que está nas cabeceiras dos leitos. “Defender os enfermeiros e enfermeiras é defender o SUS, é defender a saúde! O PL 2564 precisa ser aprovado! Não é possível que os deputados não respondam, que os senadores não respondam ao clamor de milhões de trabalhadores desse país. Piso nacional e jornada de 30 horas para a enfermagem já!”.

O presidente da Frente Parlamentar das 30 horas, deputado Mauro Nazif (PSB/RO), ressaltou a importância da união da enfermagem para as pautas avancem no Congresso Nacional. “Categoria, valorizem suas entidades. Se temos alguma conquista é por nossas entidades, porque unidos temos força”.

Se somaram à luta, as deputadas Jandira Feghali (PCdoB/RJ), Erika Kokay (PT/DF), Perpétua Almeida (PCdoB/ AC), e os deputados Rogério Correia (PT-RS), Professor Israel Batista (PV/DF), Marcon (PT/RS) e o senador Izalci Lucas (PSDB/DF).

Pautas históricas – A reivindicação da aprovação do piso salarial e da jornada de 30 horas são pautas históricas da enfermagem. E está reivindicações dos profissionais da enfermagem fundamenta-se na recomendação da Organização Mundial de Saúde – OMS e de estudos que apontam que longas jornadas estão associadas ao aumento de ocorrências adversas na saúde e ao adoecimento dos profissionais. Além disso, a regulamentação da carga horária é questão de legalidade, com respaldo na Constituição Federal; é questão de isonomia com outros profissionais da saúde, que trabalham lado a lado com os profissionais da Enfermagem e já desfrutam da regulamentação em virtude das peculiaridades de atuação; e é questão de saúde e segurança no exercício profissional, sendo indispensável dispor de condições especiais de trabalho.

Com relação ao piso salarial, a Pesquisa Perfil da Enfermagem revelou que um elevado percentual de profissionais – 16,8% têm renda total mensal de até R$ 1.000. Cerca de 27 mil recebem menos de um salário mínimo por mês.

Uma opinião sobre “Em Brasília, enfermagem exige jornada e salários dignos

  • Maria De Fatima Farias de Sousa

    Enfermagem, avante! Não somos só os heróis da pandemia! Somos a realidade brasileira na luta pela vida! Enquanto muitos param, permanecemos incansáveis na ativa! Merecemos ser reconhecidos e piso salarial aprovado!!!

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