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Para complementar renda, idosos retardam saída do mercado de trabalho

Trabalho e Emprego

Mais de 17 milhões de famílias no Brasil têm um idoso como provedor

Há menos de 20 anos, quem tinha mais de 60 anos de idade já estava há muito tempo aposentado. Porém, nos últimos anos é cada vez mais raro as pessoas nessa faixa etária estarem fora do mercado de trabalho. Confirmando essa tendência contemporânea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea analisou os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do primeiro trimestre de 2012 e 2018.

Entre os resultados da carta de conjuntura destaca-se o fato de que as pessoas com 60 anos ou mais vêm aumentando sua participação na ocupação ao longo do tempo, passando de 6,3% em 2012 para 7,8% em 2018. O aumento dos mais velhos na força de trabalho não ocorre pelo crescimento da quantidade desses trabalhadores que estão abandonando a inatividade e voltando ao mercado de trabalho, mas porque vem recuando a parte de idosos que optam em deixar a força de trabalho e ir para a inatividade.

A análise do Ipea indicou dois fatores para permanência dos idosos no mercado de trabalho: necessidade de garantir a renda familiar e aumento da expectativa de vida do brasileiro.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE mostram que mais de 17 milhões de famílias no Brasil têm um idoso como provedor. Significa dizer que 24,89% dos lares, ou quase um quarto, têm como responsável pelo sustento uma pessoa com mais de 60 anos.

Esta proporção ganha ainda mais destaque nas áreas rurais. Nos municípios com até 20 mil habitantes, cerca de 35% dos idosos contribuem com 30% a 50% do rendimento familiar mensal.

Fonte: Com Fundação Perseu Abramo e Folha de Pernambuca

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