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Foto: Josenildo Almeida/Gov. BA

Mortes por Covid-19 no interior ultrapassam óbitos nas capitais pela 1ª vez

Coronavírus

Com 1.075 registros em 24 horas, mortes causadas pelo novo coronavírus chegam a 128.539.

O percentual de vítimas do novo coronavírus no interior ultrapassou os óbitos registrados nas regiões metropolitanas pela primeira vez na análise de dados semanais, de acordo com boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira, 9. Foram 53% no primeiro grupo e 47% no segundo, de acordo com dados até a semana encerrada em 5 de setembro.

A interiorização da epidemia persiste. Além da maioria das vítimas agora ser do interior, 5.543 municípios (99,5%) já notificaram casos do novo coronavírus e 4.263 (76,5%) registraram óbitos causados pelo patógeno.

O total de mortes causadas pela Covid-19 Brasil chegou a 128.539 nesta quarta, de acordo com levantamento do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde – Conass, com registros compilados até 18h. São 1.075 registros a mais em 24 horas.

Em números absolutos, o estado de São Paulo lidera o ranking de vítimas fatais com 31.821 notificações, seguido pelo Rio de Janeiro, com 16.770, Ceará – 8.604, Pernambuco – 7.764 e Pará – 6.280. Quanto aos diagnósticos, são 4.197.889 casos confirmados, 35.816 a mais em relação ao balanço de segunda.

Na comparação internacional, o Brasil é o segundo país com mais mortes causadas pela Covid-19, de acordo com o mapeamento do Centro de Recursos de coronavírus da Universidade Johns Hopkins, atrás apenas dos Estados Unidos.

Quanto ao número de casos, está em terceiro lugar, atrás da Índia e dos norte-americanos. Há diferenças entre as taxas de testagem dos três países, o que evidencia a subnotificação. No território norte-americano, foram registrados mais de 6,3 milhões de casos e a média de testes diários é de 139 mil por 100 mil habitantes, segundo a universidade.  No Brasil, a média é 37 por 100 mil habitantes. Na Índia, são 4,3 milhões de diagnósticos e a média é de um por 100 mil.

Ao considerar a população de cada nação, o Brasil ocupa a 10ª posição tanto em relação casos quanto a óbitos, de acordo com dados da OMS – Organização Mundial da Saúde. São 19.513,57 diagnósticos por milhão de habitantes e 597,29 mortes por milhão.

O coronavírus já causou mais de 899 mil mortes no mundo. São cerca de 27,6 milhões de casos confirmados, de acordo com dados da Universidade de Hopkins, atualizados na quarta.

Queda nas mortes semanais – De acordo com boletim mais recente do Ministério da Saúde, a média diária de óbitos na última semana analisada – encerrada em 5 de setembro – foi de 820, seguindo a tendência de queda das semanas anteriores. A média de casos diários, por outro lado, ficou em 39.550, acima dos 37.684 na semana anterior.

O boletim aponta diferenças na transmissão do vírus nas cinco regiões do país. Na comparação entre as duas últimas semanas epidemiológicas analisadas, na região Norte, houve queda de casos (-11%) e aumento de mortes (+55%). No Centro Oeste, os diagnósticos recuaram 8% e as mortes cresceram 10%.

Tanto no Sudeste quanto no Nordeste, o recuo nos diagnósticos foi de 13% e nos óbitos, de 18%. No Sul, os casos cresceram 75% e os óbitos subiram 1%. O cenário, contudo, também é muito diverso de um estado para o outro.

Quanto aos dados de SRAG – síndrome respiratória aguda grave, em 2020 foram notificadas 669.606 hospitalizações, sendo 351.734 (52,5%) identificadas como Covid-19, 225.313 (33,6%) causadas por agente não especificado, 85.592 (12,8%) em investigação e o restante provocada por outros agentes patológicos.

Quanto aos óbitos por SRAG, são 176.814 contabilizados no ano, sendo 122.772 (69,4%) por Covid-19, 50.553 (28,76%) causados por agente não especificado, 2.506 (1,4%) em investigação e o restante provocado por outros agentes patológicos. O perfil das vítimas de Covid-19 é 73% acima de 60 anos, 58% do sexo masculino e 63,3% com ao menos um fator de risco, como cardiopatia ou diabetes.

Quanto à raça/cor, 36,8% das mortes foram de pessoas identificadas como pardas, seguidas por brancas – 31,3%, pretas – 5,4%, amarelas – 1,2% e indígenas – 0,4%. Segundo o boletim, 25% dos registros não tinham essa informação.

Fonte: Huffpost Brasil

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