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Foto: Freepik (divulgação livre)

Desemprego atinge grande parcela da juventude brasileira, aponta estudo

Juventude

Em contrapartida, cresce número de jovens empreendedores no Brasil

Dia 12 de agosto é celebrado o Dia Mundial da Juventude. Cerca de 24% da população – 50,6 milhões de pessoas – estão na faixa etária que vai de 15 a 29 anos. Porém, os dados desta parcela da população referentes ao mercado de trabalho preocupam. O índice de desemprego no país é de quase 12,7%, atingindo 13 milhões de pessoas, mas a taxa é maior entre jovens – 64% do total – e pessoas com baixa escolaridade. Além do desemprego, os jovens também são os mais afetados entre os trabalhadores subutilizados, que somam 26 milhões de pessoas no Brasil. Estes são dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, divulgada pelo IBGE.

Com um sistema educacional falho e pouco conectado com as reais necessidades do mercado, 52% dos jovens entre 15 e 29 anos perdem interesse pelos estudos e correm risco de não conseguir se inserir no mercado de trabalho. Estudo realizado pelo Banco Mundial aponta que no Brasil existem três perfis de jovens em idade escolar: os que desistiram da escola, os que conciliam os estudos com trabalho informal e os que estão defasados na relação idade/série.

John David Corrêa tem 20 anos, é estudante universitário e morador do município de Caxias-MA. Ele conta as dificuldades que enfrenta para conseguir o primeiro emprego. “Tenho procurado emprego todos os dias e tem sido uma tarefa bem difícil. Metade das vagas para as quais me cadastro querem pessoas com experiência, que não é o meu caso, pois busco o meu primeiro emprego. E a outra metade exige qualidades específicas como uma formação técnica, por exemplo”.

O dilema também é vivido pela brasiliense Sara Fernandes, de 23 anos. Formada em enfermagem e pós-graduanda em nefrologia, Sara diz que procura uma vaga de emprego desde o início do ano. “Estou me qualificando em nefrologia para ver se o campo de oportunidades de emprego se abre mais. Eu entrego currículos desde o início do ano e, até o momento, nem para processo seletivo fui chamada. A maioria exige experiência e, por não ser técnica na área, fica muito mais difícil de me chamarem”, relata.

Já Nicolas Lima, de 17 anos, que é estudante do ensino médio, conta que desistiu de buscar uma vaga de estágio este ano e decidiu se concentrar nos estudos. “Já tentei várias vezes conseguir um estágio, já enviei vários currículos. Não consegui devido à forte concorrência. Esse ano eu decidi parar de tentar uma vaga e focar mais nos meus estudos”.

Assédio no trabalho – Como se já não bastasse a dificuldade de conseguir uma vaga de emprego, os assédios moral e sexual estão no topo do ranking dos problemas relatados pelos jovens que conseguiram uma vaga de emprego. Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, o assédio é presente no local de trabalho de 15% das mulheres. Quanto mais nova a brasileira é, maior a probabilidade de sofrer abusos. O problema é mais sentido na região centro-oeste, onde metade das mulheres disseram já ter sofrido assédio.

Uma delas foi Juliana [para preservar a identidade da entrevistada, não revelaremos o sobrenome], que começou a carreira como técnica de enfermagem e relata ter sofrido tentativa de assédio no trabalho. “Eu trabalhava no centro cirúrgico de um hospital privado de Brasília. Nesta unidade havia um médico anestesista que assediava a equipe de enfermagem com gestos, palavras e até mesmo carícias. Algumas colegas, por necessidade do emprego, deixavam isso acontecer. Isso me incomodava. Até que um certo dia estava sentada fazendo anotações de enfermagem e ele veio por trás tentando me acariciar. Na hora eu briguei, falei alto, não aceitei e me manifestei”.

Jovens empreendedores – Já no ramo do empreendedorismo os dados são mais animadores. Pesquisa do Sebrae aponta que a participação de pessoas entre 18 e 34 anos no total de empreendedores em fase inicial cresceu de 50% para 57%. Isso significa que são nada menos que 15 milhões de jovens atrás de informações para abrir uma empresa. Ou seja, o jovem brasileiro já entendeu que para ter trabalho a melhor alternativa é criar o próprio emprego, é empreender, inovar e gerar novas vagas.

E quando se trata de nível de escolaridade, o que chama a atenção na pesquisa é o fato de que entre os empreendedores iniciais, o grupo mais ativo, aquele com maior taxa de empreendedorismo é o que tem apenas o ensino fundamental completo – representando 23% do total. (Com informações G1, O Globo e Istoé)

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