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Foto: Marcos Corrêa/PR

País recebe 43 milhões de doses de vacina a menos do que Lira e Bolsonaro anunciaram

Política

Há três meses, presidente da Câmara, eleito com ajuda de Bolsonaro, anunciou que o governo entregaria 140 milhões de doses de vacinas entre março, abril e maio. Ao fim do prazo, a promessa ficou distante: quase 50 milhões de doses a menos.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), prometeu no dia 1º de março que o governo de Jair Bolsonaro entregaria 140 milhões de doses de imunizantes contra a Covid-19 até o fim de maio. “Agora na TV Record, anunciei que o governo vai entregar 140 milhões de vacinas para os meses de março, abril e maio. O assunto foi tratado ontem na reunião com o presidente Bolsonaro. Também ficou acertado o auxílio emergencial, que deve ser de R$ 250 até junho”.

Contudo, a promessa não foi cumprida. O governo federal enviou apenas 96,9 milhões de doses, segundo o Ministério da Saúde, sendo cerca de 50 milhões a menos do que o prometido.

A meta não foi cumprida pelo governo federal diante do atraso na chegada de insumos para produção de vacinas e também da falta de compra de doses pelo Ministério da Saúde. Por isso, a mensagem do líder do Centrão, publicada nas redes sociais, viralizou na segunda, em meio a questionamentos de internautas. “Oi, deputado. Faltam menos de nove horas e meia pro fim do prazo e as vacinas não chegaram. O que aconteceu?”, questionou um internauta.

“Maio chegou ao fim: sem auxílio emergencial decente e sem as vacinas. Já as mentiras e crimes de Bolsonaro aumentaram e o impeachment não veio. Quem se cala diante da tragédia do povo brasileiro só pode ser cúmplice!”, escreveu a deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP).

Vacinas recusadas – Segundo depoimento do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, durante sua oitiva na CPI da Covid na última semana, 60 milhões de doses da CoronaVac poderiam ter sido entregues no ano passado caso o governo federal fechasse acordo nas primeiras tratativas.

Em agosto de 2020, o governo Bolsonaro recusou oferta da Pfizer relacionada à compra de 70 milhões de doses de vacinas. O acordo só foi fechado em março deste ano.

Fonte: Com Último Segundo, Carta Capital e Metrópoles

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