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Foto: José Cruz/Agência Brasil

Mais de 40 milhões de brasileiros gostariam de trabalhar, mas não encontram trabalho

Trabalho e Emprego

Dados do IBGE revelam que número de desocupados diante da pandemia subiu para 12,4 milhões na terceira semana de julho. Outras 28 milhões de pessoas estão fora da força de trabalho, mas gostariam de trabalhar.

Mais de 40 milhões de brasileiros gostariam de trabalhar, mas não encontram trabalho ou deixaram de procurar, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, na sexta-feira, 7. Fazem parte desse grupo cerca de 12,4 milhões de pessoas desocupadas e outros 28 milhões de pessoas fora de força de trabalho, mas que gostariam de trabalhar.

De acordo com os dados, o número de desempregados na semana entre os dias 12 e 18 de julho ficou acima do registrado na semana anterior, quando eram 12,2 milhões. A taxa de desemprego, no entanto, ficou estável em 13,1%.

A população fora da força de trabalho – que não estava trabalhando nem procurando trabalho – passou de 76,9 milhões para 76,2 milhões de pessoas. Das 28 milhões de pessoas entre elas que disseram que gostariam de trabalhar, 18,6 milhões não procuraram por conta da pandemia ou por não encontrarem ocupação na localidade onde moram.

Informalidade – O país alcançou uma taxa de informalidade de 36,9% no mercado de trabalho no trimestre até junho, a menor da série histórica iniciada em 2016, com 30,8 milhões de trabalhadores atuando na informalidade.

Entre os informais estão os empregados do setor privado sem carteira; trabalhadores domésticos sem carteira; empregadores que não contribuem para o INSS; trabalhadores por conta própria que não contribuem para o INSS; e trabalhadores não remunerados em ajuda a morador do domicílio ou parente.

Iniciativa privada demite 2,9 milhões de pessoas – Apenas entre março e julho, o setor privado demitiu 2,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada. O total de vagas formais no setor privado desceu a 30,2 milhões, menor patamar da série. Houve uma perda ainda de 429 mil empregadores em um trimestre.

Outros 1,257 milhão de trabalhadores domésticos perderam seus empregos no período. Após a queda recorde, o trabalho doméstico caiu ao piso da série, 4,7 milhões de pessoas.

Para o economista Raul Velloso, especialista em contas públicas e ex-secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento, o futuro do país será sombrio, se governo e iniciativa privada não investirem em setores intensivos em mão de obra. “O que vai fazer a economia andar não é o gasto corrente com auxílio emergencial, nesse momento de carência extrema. A economia tem que ser reativada de maneira sistêmica”, afirma.

Afastados pelo distanciamento social – O número de pessoas que estava temporariamente afastadas do trabalho devido ao distanciamento social caiu pela oitava semana seguida. De 7 milhões na segunda semana de julho, passou para 6,2 milhões na terceira semana, segundo a PNAD Covid-19. No início de maio, quando a pesquisa começou, 16,6 milhões haviam sido afastados por conta do isolamento. Com isso, cerca de 10,4 milhões retornaram ao trabalho.

“Como o total de pessoas não afastadas do trabalho aumentou na terceira semana de julho, isso indica que a maioria das pessoas que estavam afastadas pelo distanciamento voltaram para o trabalho que tinham antes da pandemia”, explicou a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

Fonte: Com IBGE Notícias e G1

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