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Foto: Reuters

Frente pela Vida exige punição de responsáveis pelas mortes evitáveis por Covid-19 no país

Brasil

Próximo de alcançar meio milhão de mortes, onde boa parte poderia ter sido evitada, lideranças e parlamentares se reúnem em ato virtual e fortalecem posicionamento pelo fortalecimento do SUS.

A Frente pela Vida fez um alerta à população para a defesa da democracia, da vida e do Sistema Único de Saúde – SUS, em manifestação virtual realizada na quarta-feira, 9/. No momento em que o Brasil se aproxima da marca de meio milhão de mortes causadas pela Covid-19, entidades cobram a punição do governo federal e pressionam pela aceleração da vacina para todos, comida no prato e auxílio emergencial de, no mínimo, R$ 600.

No protesto, que encerrou a 2ª Marcha pela Vida, após diversas atividades realizadas durante o dia pela internet, representantes de entidades que compõem a Frente pela Vida e parlamentares enfatizaram a importância da CPI da Pandemia no Senado Federal, que apura a responsabilidade pelos crimes cometidos durante o enfrentamento à pandemia.

Depoimentos apresentados no Congresso Nacional apontam que o governo federal apostou na estratégia da imunidade de rebanho por contágio e transmissibilidade do vírus e não pela vacina.

“Não podemos transformar a sociedade em cobaia, para fazer experimento e ver o que acontece. São quinze meses desde o início da pandemia no Brasil e, infelizmente, ainda nos deparamos com a maior figura da nossa República questionando o número de mortes. Estamos todos muito cansados, mas não desistiremos de lutar”, afirmou o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde – Conass, Carlos Lula.

“Tudo que está sendo dito na CPI está deixando claro o tamanho do crime contra a população brasileira”, afirma a deputada federal Jandira Feghali. “Todos os sinais que temos neste momento são autoritários, de desrespeito à Constituição e às instituições. Temos que reforçar as jornadas democráticas e a Saúde sempre foi vanguarda na democracia brasileira”, alerta.

Esta manifestação virtual ocorreu exatamente um ano após a 1ª Marcha, quando o país ainda apresentava menos de 40 mil mortes e cerca de 740 mil casos confirmados. Desde então, a Frente pela Vida tem realizado diversas ações para marcar o seu posicionamento, com embasamento científico e social, pelo fortalecimento do SUS, contra a mercantilização da vacina e pelo lockdown nacional como estratégia para combater o novo coronavírus.

“Estamos o tempo todo trabalhando para salvar vidas, defender o SUS e defender a democracia. Continuamos o nosso trabalho e hoje, estamos aqui defendendo vacina no braço, comida no prato, auxílio emergencial de R$ 600 e o fortalecimento do SUS”, disse Gulnar Azevedo, presidenta da Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco.

Punição aos gestores responsáveis – “Há um ano, estamos fazendo o enfrentamento ao governo federal, que tomou a decisão insensível de expor a população brasileira à maior tragédia da sua história. Temos um cenário friamente calculado, que tem o presidente da república como responsável”, avalia o coordenador nacional da Rede Unida, Túlio Franco.

O Controle Social, as entidades científicas da saúde e bioética, acadêmicos, pesquisadores e diversos outros atores sociais que compõem este movimento amplo continuam somando esforços pela quebra de patentes de insumos e vacinas contra a Covid-19, pela proteção dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde, pela revogação da Emenda Constitucional 95 e financiamento adequado ao SUS.

“A articulação da Frente pela Vida é decisiva para barrarmos o atual projeto genocida e será fundamental, sobretudo, para reconstruirmos o SUS e o projeto de país. Vários problemas de saúde se agravaram diante da hiper lotação, internação e adoecimento de pessoas com Covid-19. São inúmeras pessoas que apresentam sequelas variadas neste momento, que tiveram doenças crônicas e saúde mental agravadas”, afirmou o deputado federal Alexandre Padilha.

“Vamos superar a devastação deste projeto criminoso que está em curso no nosso país, não permitiremos que o Brasil seja ocupado por este bando de criminosos. Estamos com muita disposição de luta, estamos aqui honrando a vida a saúde e democracia no nosso país”, finalizou a presidente do Centro Brasileiro De Estudos De Saúde – Cebes, Lúcia Souto.

Fonte: Conselho Nacional de Saúde

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