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Foto: Reuters

Brasil chega a 20 mil mortes e supera 300 mil casos

Coronavírus

Ontem, o país alcançou a triste marca 1.188 mortes em 24 horas e ultrapassou 20.047 óbitos em decorrência da Covid-19.

O Brasil alcançou, ontem, 21, a triste marca de 20 mil pessoas que perderam a vida pela Covid-19 – com um recorde de 1.188 mortes registradas em 24 horas. O país também ultrapassou a marca de 300 mil infectados, com a notificação de 18.508 novos casos, segundo o Ministério da Saúde. Com isso, o Brasil chega a 310.087 casos e 20.047 mortes até o momento.

Com a atualização de ontem, o Brasil chega perto da Rússia, segundo país em número de casos da doença, segundo a Universidade Johns Hopkins. A diferença é de 7.467 infectados no momento. Estados Unidos continua em 1º lugar, com 1.573.742 de casos.

Em relação às mortes, São Paulo também lidera os números, com 5.558 óbitos. Depois vem Rio de Janeiro (3.412), Ceará (2.161), Pernambuco (1.925) e Pará (1.852), que ultrapassou Amazonas (1.620).

Diante desses dados, o Brasil representou um quarto das mortes registradas e confirmadas no mundo num período de 24 horas, segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS.

Outros 11.000 óbitos suspeitos – O Ministério da Saúde investiga, até o momento, outros 3.534 mil óbitos suspeitos de terem sido provocado pela doença. Há ainda um número ainda mais expressivo que não entrou e não vai entrar nessa conta por questões técnicas e de falta de testes: desde o começo da pandemia, o país registrou outras 11.730 mortes por síndrome respiratória aguda grave – SRAG – uma condição provocada pela Covid-19, mas também por outras doenças–, mas jamais saberá quantas delas foram causadas pelo novo coronavírus. O Ministério da Saúde admite que isso se deve ao fato de esses pacientes não terem sido testados ou de que a amostra não tenha sido colhida de forma correta ou no tempo adequado para a análise.

“Como não há, no país, outra epidemia relevante neste momento, certamente grande porcentagens dessas mais de 11.000 mortes são por Covid-19”, explica o epidemiologista Antonio Silva Lima Neto, membro do Comitê Científico do Consórcio Nordeste para enfrentamento da pandemia.

Outros dados que comparam a síndrome respiratória aguda grave de 2020 com a incidência em anos anteriores ajudam a mostrar a agressividade da Covid-19 e reforçam a hipótese de que boa parte dos óbitos deixados fora da conta sejam, na verdade, fruto da pandemia. Em 2020, as internações por esse quadro grave de insuficiência respiratória foram 637% maiores do que no mesmo período do ano passado, segundo o Ministério da Saúde. De acordo com Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz, no ano de 2019 inteiro morreram cerca de 3.800 por causa da SRAG.

Eduardo Macário, diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de doenças não transmissíveis do Ministério da Saúde, afirmou nesta quinta-feira que o país está em fase de aceleração na quantidade de casos e que ainda não é possível dizer quando será o pico da doença. “Começamos a perceber que em alguns Estados do Norte e Nordeste há estabilização nos números, mas, em relação ao Brasil como um todo, ainda é prematuro falar em desaceleração”, afirmou. Macário atribuiu em partes o aumento no número de casos a maior capacidade de testagem no país, mas a verdade é que o Brasil realiza sete mil testes por dia, quando outros países muito afetados, como Estados Unidos e Itália, realizam entre 30 mil e 50 mil testes diários. Esse gargalo é que o explica, pelo menos em parte, as mortes que não entram na conta oficial da pandemia no país.

Expansão da doença – Os dados divulgados pelo Ministério apontam a expansão do novo coronavírus pelo interior do território brasileiro. Se no final de março 297 municípios brasileiros tinham casos de Covid-19, hoje são 3.488 cidades com pessoas infectadas. Os aumentos mais significativos ocorreram nas regiões Norte e Nordeste, onde 79% e 74% dos municípios têm casos confirmados.

Durante a manhã, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, disse ver “redução significativa de casos” em grandes cidades dessas regiões, mas que são as cidades do interior que preocupam. “A progressão para o interior desses estados é inevitável. Vai acontecer. Temos que estar preparados, aumentando a capacidade ainda dessas capitais e cidades maiores, porque elas serão o destino das pessoas que vão buscar o tratamento. Precisamos investir na capacidade de transporte, respiradores de transporte, estrutura para fazer as evacuações, que nos permitam que a gente traga das cidades do interior para tratamento”, afirmou Pazuello na abertura da reunião da Comissão Intergestores Tripartite, instância do Sistema Único de Saúde – SUS que reúne a União, estados, municípios e a Organização Panamericana de Saúde.

Fonte: Com O Globo e El País

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