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Foto: EBC/Agência Brasil

Bancadas partidárias sofrerão pequenas alterações; PT deverá ser a maior

Política

Antônio Augusto de Queiroz*

Em levantamento preliminar feito pelo DIAP, em parceria com a empresa Queiroz Assessoria Parlamentar e Sindical, a composição das bancadas da futura Câmara não será muito diferente da atual, com pequeno crescimento da direita e da esquerda e encolhimento discreto do centro.

Para manter ou ampliar suas bancadas — especialmente pelo interesse nos recursos dos fundos eleitoral e partidário e no horário eleitoral gratuito — os partidos, como regra, utilizaram 2 tipos de estratégia:

1) promover coligações visando um melhor desempenho; e

2) escalar seus principais nomes para a Câmara Federal, notadamente deputados estaduais bem votados, como fez o PT e outros partidos à esquerda e à direta do espectro político.

Pelo levantamento preliminar, o PT terá a maior bancada, seguido do MDB, PSDB, PP e PSD, num intervalo entre 40 a 65 deputados. Num 2º grupo estão o PR, seguido do DEM, PSB, PDT e PRB, com bancadas variando de 20 e 40 deputados. Num 3º bloco estão: PTB, PSL, Pros, PSC, PPS, PCdoB, Pode, PSol e SD, com bancadas entre 10 e 20 deputados. Num 4º grupo, entre 5 e 10 deputados, estão a Rede, o Novo, o Avante e o PV. E por, último, abaixo de 5, estão: PRP, Patriota, PRTB, PTC, etc.

O levantamento evidencia também que haverá elevado índice de reeleição e grande “circulação no poder”, com deputados estaduais, senadores, ex-ministros, ex-deputados, suplentes bem votados, ex-prefeitos e ex-secretários se elegendo para as vagas decorrentes de desistência de atuais deputados e da não-reeleição daqueles que tentaram renovar seus mandatos.

Os poucos efetivamente novos serão eleitos por serem policiais linha dura, evangélicos fundamentalistas, celebridades ou em razão da força do dinheiro e da relação de parentesco com oligarquias estaduais.

Sobre as motivações do elevado índice de reeleição e a “circulação no poder”, recomendo a leitura dos artigos de nossa autoria com os títulos “Porque a renovação do Congresso tende a ser baixa?” e “Câmara Federal: renovação ou circulação no poder?”, que estão disponíveis para busca livre na internet.

O levantamento completo e atualizado — com a projeção por estado e por coligação, acompanhado dos nomes competitivos em cada partido — será divulgado até o dia 30 deste mês, em relatório em fase de elaboração pela equipe do DIAP e da Queiroz Assessoria.

Publicações Diap – Em cumprimento à sua missão institucional, o Departamento apresenta contribuição para o processo eleitoral de 2018, oferecendo aos eleitores, em geral, e aos trabalhadores, em particular, três publicações que poderão ajudar na orientação do voto e na identificação do comportamento dos atuais parlamentares — deputados e senadores — em temas relevantes para a cidadania.

A 1ª publicação é o “Diagnóstico”, que:

1) mapeia os cargos em disputa;

2) apresenta informações quantitativas e qualitativas sobre os eleitores;

3) apresenta o número de partidos habilitados a participar do processo eleitoral;

4) divulga a distribuição das vagas no Congresso por estado;

5) faz breve histórico com as características das 7 últimas eleições presidenciais;

6) apresenta o nome dos candidatos à eleição presidencial e suas respectivas coligações;

7) divulga o tempo de rádio e TV;

8) traz informações sobre os recursos do fundo eleitoral;

9) trata dos principais indicadores políticos e eleitorais dos candidatos; e

10) trata de informações sobre os atuais deputados e senadores, com estatísticas e dados sobre os cargos que disputam, sobre suas bases eleitorais e principalmente como votaram em 3 temas de interesse direto dos trabalhadores: o congelamento do gasto público, a terceirização e a Reforma Trabalhista.

A 2ª, é o “Prognóstico”, que antecipa as tendências da eleição, tanto para a Câmara dos Deputados quanto para o Senado. Foram considerados no “Prognóstico”, as pesquisas eleitorais, a estrutura de campanha dos candidatos, as coligações em cada estado e os demais recursos de campanha, que emglobam tempo de rádio e TV, palanques, dobradinhas, cabos eleitorais, nomes conhecidos e serviços prestados, entre outros.

A 3ª, “Radiografia do Novo Congresso”, que será publicada após as eleições, trará avaliação global da eleição presidencial e estudo detalhado com o resultado do pleito para os governos estaduais, Câmara e Senado, com informações sobre índice de reeleição e novos, nomes e profissão e perfil político e ideológico do próximo Congresso.

O objetivo da divulgação do “Diagnóstico”, a 1ª das 3 publicações, é estimular o engajamento no processo eleitoral, seja em defesa da reeleição daqueles que honraram seus mandatos, seja na perspectiva de denunciar aqueles que votaram de modo diferente do que prometeram na campanha eleitoral.

O cidadão vai encontrar nesta publicação 3 informações fundamentais sobre os atuais parlamentares — deputados e senadores:

1) que cargo disputarão,

2) como votaram nas 3 matérias mais relevantes da legislatura, e

3) quais são os “redutos eleitorais”. Com isto, é possível divulgar o comportamento desses parlamentares para seus eleitores, diretamente nas bases eleitorais.

(*) Jornalista, consultor, analista político, diretor de Documentação do Diap e sócio-diretor da Queiroz Assessoria.

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