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No epicentro da pandemia, profissionais da saúde estão sem proteção

Coronavírus

Em nova parcial da pesquisa do ISP, 62% dos trabalhadores entrevistados informam que não receberam EPIs adequadamente e mais de 60% não tiveram treinamento para Covid-19.

De acordo com o segundo relatório parcial do questionário online aplicado pela Internacional de Serviços Públicos – ISP e entidades afiliadas junto a trabalhadores que atuam na área de saúde e em serviços essenciais de enfrentamento da pandemia do coronavírus, 62% dos entrevistados informam que não receberam Equipamentos de Proteção Individual – EPIs em quantidade suficiente nos locais de trabalho. O índice é levemente menor do que na parcial anterior, 67%, mas ainda assim são números alarmantes.

Outro fator de grande preocupação é a afirmação de que a maioria, tanto de profissionais de saúde – 64%, quanto de outros trabalhadores de serviços públicos – 80%, não receberam treinamento adequado para lidar com as situações de atendimento decorrentes da pandemia. Em relação a semana anterior, o número diminuiu para profissionais de saúde – 69% e aumentou para outros trabalhadores de serviços públicos – 77%.

Os dados são do levantamento feito pela Internacional dos Serviços Públicos – ISP, entidade da qual a CNTS é filiada, no âmbito da campanha “Trabalhadoras e Trabalhadores Protegidos Salvam Vidas”. A pesquisa iniciada em 31 de março já recebeu 1.794 respostas, abarcando diversos estados brasileiros. São Paulo foi a unidade da federação de maior participação até o momento, seguido do Ceará e do Rio de Janeiro.

O perfil da maior parte das respondentes, até o momento, se identifica como profissional da área de saúde, mulheres e servidoras públicas, 43% são enfermeiros.

Sofrimento psíquico – Das respostas coletadas, 53% revelam sofrimento psíquico em função do trabalho, tais como sintomas como ansiedade, depressão, irritabilidade, transtorno de estresse agudo, entre outros.

Segundo os respondentes, 93% não recebem hospedagem, mesmo sendo profissionais que não podem retornar para suas casas, pois convivem com pessoas do grupo de risco.

Campanha para salvar vidas– A divulgação dos resultados não encerrará o período de envio do questionário, que leva menos de cinco minutos para ser preenchido. A ISP quer saber sobre as reais condições de trabalho dos profissionais: como está a jornada de trabalho, se teve capacitação para uso de EPI, se no local de trabalho há testagem para o novo coronavírus. Continue participando da campanha, clicando aqui.

A campanha conta com participação de entidades filiadas e não filiadas, como federações nacionais de psicólogos, assistentes sociais e nutricionistas. A CNTS, filiada à ISP, participa da campanha e reforça seu compromisso na luta pela proteção dos profissionais da saúde e de serviços essenciais.

CNTS

Uma opinião sobre “No epicentro da pandemia, profissionais da saúde estão sem proteção

  • Noel Moreira

    É muito importante esse trabalho , sou presidente do Sindicato da Saúde de Bauru e Região e estamos denunciando a FAMESP desde o começo da pandemia do covid19 por falta de EPIs nas unidades, o epsentro da contaminação é no hospital estadual mais precisamente dentro da Hemodiálise com mais de 20 funcionários afastado 9 deu positivo para covd19, e o hospital diz que está tudo bem está correto .
    Ainda sendo atestado pelo promotor da saúde que está tudo tranquilo dentro da FAMESP. Já temos obtos com pacientes que faz diálise . Infectado por covd19.

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