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Foto: Marco Santos/Agência Pará

Vinte Estados e DF têm ocupação de UTI acima de 80%; Fiocruz vê cenário de ‘alto risco’

Saúde

Novo Boletim do Observatório Covid-19 da instituição trouxe dados da pressão da doença sobre o sistema de saúde. Especialistas veem elevada taxa de transmissão do vírus e pedem ações coordenadas de combate.

O atual cenário da pandemia no Brasil é de “alto risco”, segundo o novo Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgado na quarta-feira, 9. A estabilização do número de novos casos em patamares muito altos indica uma elevada taxa de transmissão do Sars-CoV2.

Além disso, pelo menos vinte Estados e o Distrito Federal, bem como 17 capitais, apresentam taxas de ocupação iguais ou superiores a 80%. Essa combinação, dizem os especialistas, “demanda atenção e prudência” nos próximos dias.

Neste contexto, alertam os especialistas, “o monitoramento dos indicadores da pandemia exige maior velocidade entre a detecção de sinais de mudanças no quadro atual e tomadas de decisão para contenção ou bloqueio nos estados e capitais que apresentam um quadro mais crítico”.

Na última semana epidemiológica, de 30 de maio a 5 de junho, foi mantida a tendência de estabilização dos indicadores de incidência e mortalidade no Brasil. Foram registrados cerca de 62 mil novos casos e 1,6 mil mortes diárias por Covid-19, “o que configura um alto patamar de risco para a pandemia”. Apesar de haver uma ligeira queda no número de óbitos (-1,5%), a transmissão do vírus permanece em patamares muito altos.

“Esse contexto continua a produzir fortes pressões sobre todo o sistema de saúde, considerando que milhares dos casos podem apresentar quadros clínicos graves, exigindo internação e cuidados intensivos”, alertam os especialistas.

De acordo com o novo boletim, doze unidades da federação apresentam taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 iguais ou superiores a 90%: Tocantins – 94%, Maranhão – 90%, Ceará – 93%, Rio Grande do Norte –94%, Pernambuco – 97%, Alagoas – 91%, Sergipe – 99%, Paraná – 96%, Santa Catarina – 97%, Mato Grosso do Sul – 107%, Goiás – 90% e Distrito Federal – 90%.

Outras nove apresentam taxas de ocupação que variam de 80% a 89%: Roraima – 87%, Piauí – 88%, Paraíba – 80%, Bahia – 84%, Minas Gerais –82%, Rio de Janeiro – 81%, São Paulo – 82%, Rio Grande do Sul – 84% e Mato Grosso – 87%.

Doze capitais estão com taxas de ocupação de leitos de UTI iguais ou superiores a 90%: Palmas (93%), São Luís – 97%, Teresina – número estimado acima de 90%, Fortaleza – 95%, Natal – 93%, Maceió – 90%, Aracaju – 98%, Rio de Janeiro – 92%, Curitiba – 102%, Campo Grande – 106%, Goiânia – 91% e Brasília – 98%.

Em outras cinco capitais, a ocupação está entre 80% e 89%: Boa Vista – 87%, Belém – 88%, Recife – 86%, Salvador – 81% e Florianópolis – 88%.

“As taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS observadas em 7 de junho apontam para a persistência de um quadro grave de sobrecarga do sistema de saúde”, concluem os especialistas.

“Em face da vacinação de idosos e da maior exposição de adultos jovens, tem havido uma mudança no perfil etário dos pacientes internados, o que talvez venha incorrendo em internações mais longas”.

Para os cientistas, Estados e municípios, sob a coordenação federal, precisam adotar urgentemente medidas para reduzir o número de casos e mortes, sobretudo diante da lentidão da vacinação.

Fonte: Estadão
CNTS

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