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Foto: Alan Santos/PR

Trump cumpre aviso e proíbe entrada de brasileiros nos EUA por causa da crise do coronavírus

Internacional

Pessoas de qualquer nacionalidade vindas do Brasil não poderão entrar no país de Donald Trump a partir do dia 29 de maio. Medida não vale para cidadãos americanos e residentes permanentes do país

Como esperado e anunciado previamente, os Estados Unidos suspenderam, ontem, 24, a entrada de brasileiros em território americano. O presidente Donald Trump ameaçava decretar as restrições desde o final de abril, quando o descalabro da pandemia de coronavírus no país começava a se mostrar fora de controle. A medida também restringe a entrada de estrangeiros provenientes do Brasil. Era só questão de tempo. Apesar das ditas boas relações entre o presidente Jair Bolsonaro e o mandatário americano, as pressões para que os Estados Unidos fechassem suas fronteiras para brasileiros era cantada.

Prefeito de Miami, um dos principais destinos dos brasileiros, Francis Suárez já vinha defendendo abertamente o bloqueio de viajantes brasileiros no país. O gesto de Donald Trump simboliza a preocupação latente do país em relação às medidas restritivas e vem na ressaca da proibição da entrada de viajantes de outros centros onde a doença já se mostrou fora do controle. A medida vale a partir do próximo dia 29 e vai vigorar por tempo indeterminado, até decisão em contrário do próprio chefe da Casa Branca.

A proibição acontece no dia seguinte ao que o país superou a Rússia em números oficiais de infectados como a segunda nação mais acometida pela pandemia. “Essa atitude mostra claramente que estamos numa situação em que o mundo todo nos vê como ameaça. Os países vizinhos, como Argentina, Uruguai e Paraguai, já expressaram a preocupação com a ameaça do descontrole da pandemia no Brasil, mas não tomaram medida nenhuma”, destaca Rubens Ricupero, ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

“Vê-se que o Brasil de fato, passo a passo, está se transformando no epicentro da pandemia. Os Estados Unidos mostram que as curvas de contágio e mortes por lá estão estabilizadas ou declinando”, explica ele. Segundo Ricupero, a medida, apesar de esperada, mostra que o presidente Trump terceiriza os impactos das medidas para combater a doença e que o alinhamento automático de Bolsonaro às políticas e discursos americanos não trouxeram vantagens ao Brasil em termos diplomáticos. “É uma ilusão pensar que as atitudes de aceitar e acompanhar tudo o que Trump faz fosse granjear algum tipo de benesse. As sanções contra o aço e o alumínio brasileiro são prova disso, e, agora, novamente Trump mostra a ofensiva de delegar a terceiros suas responsabilidades”, ressalta.

Outras proibições – Trump já proibira antes viagens de Europa, Reino Unido e China, lugares atingidos fortemente pelo vírus. O Brasil é o único país da America do Sul a sofrer tais restrições. Havia, antes da decisão, apenas nove voos semanais em operação entre Brasil e EUA, todos para a Flórida e para Houston, no Texas.

Com o decreto de Trump, estrangeiros que tenham passado 14 dias no Brasil não poderão ingressar nos Estados Unidos. A restrição não será aplicada a pessoas que residam nos Estados Unidos ou sejam casadas com um cidadão americano ou que tenha residência permanente no país, ou seja filho ou irmão destes, desde que tenha menos de 21 anos.

Membros de tripulações de companhias aéreas ou pessoas que ingressem no país a convite do governo dos EUA também estão isentas da proibição. As empresas aéreas nesses lugares têm o direito de manter as rotas se o quiserem.

Fonte: Com Veja e Rede Brasil Atual
CNTS

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