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Temer acena com R$ 3 bilhões em busca de apoio à reforma da Previdência

Na semana decisiva de articulações para tentar aprovar na Câmara dos Deputados a reforma da Previdência ainda neste ano, o governo anunciou que, com as mudanças nas regras previdenciárias, o governo terá folga orçamentária em 2018 para ampliar os investimentos públicos nos municípios em R$ 3 bilhões. Metade deste valor deve ir para a área de saúde.

A ideia é atrair o apoio de prefeitos à reforma da Previdência. Esse foi o tema da reunião do presidente Michel Temer como integrantes da equipe econômica e os ministros Eliseu Padilha – Casa Civil e Moreira Franco – Secretaria-Geral na manhã desta segunda-feira, 4.

“Estamos seguros da retomada do crescimento da economia e, com isso, da arrecadação, o que nos dará folga para ampliar os investimentos públicos no país”, disse Moreira Franco, relatando o que foi discutido na reunião desta manhã.

A promessa de investimentos nos municípios desperta interesse ainda maior dos parlamentares porque é justamente em ano eleitoral que eles vão buscar apoio de prefeitos para sua reeleição.

O governo tem feito sucessivos encontros para avaliar as possibilidades de aprovar mudanças no sistema previdenciário e, nesta semana, a estratégia é demonstrar otimismo maior com o placar.

Partidos sugerem pacto – Em reunião no domingo, 3, com o presidente Michel Temer, presidentes de partidos governistas propuseram um “pacto” para que nenhuma sigla aceite, na janela partidária de 2018, deputados que votarem contra a reforma da Previdência. Além disso, os presidentes dos partidos prometem priorizar com o fundo eleitoral os deputados que forem fiéis à proposta do governo de mudar as regras previdenciárias. Em 2018, os candidatos terão 1 fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para usar em suas campanhas.

A proposta de retaliação foi levantada pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, que prometeu, inclusive, fechar questão a favor da reforma da Previdência. Segundo relatos, Jefferson disse que tratará a “pão e água” os deputados que forem contra o projeto, segurando o fundo eleitoral.

Partidos como PP, PSD e PRB – também presentes ao jantar oferecido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) – se mostraram dispostos a aceitar a proposta de “fechar as portas” aos infiéis que quiserem trocar de partido em 2018, mas líderes ouvidos pelo G1 afirmam que o “pacto” só existe se todos aderirem.

O problema, afirmam, é que se o DEM e o PMDB – também presentes na reunião – não se comprometerem com a ideia, vão inflar suas bancadas e aumentar seu poder político.

O presidente da Câmara disse aos aliados que, se todos os partidos toparem, o DEM também se compromete a não aceitar os deputados que votarem contra a reforma da Previdência.

Cargos – Em troca dos votos pela reforma da Previdência, deputados da base aliada estão de olho em cargos de segunda e terceiro escalão. O governo, no entanto, admite que, após as negociações para derrubar as duas denúncias contra Temer, sobrou pouca margem de negociação.

O que o governo discute agora é uma espécie de pagamento a prazo: primeiro, os deputados entregam o voto e, depois, o Planalto redistribui os cargos daqueles que foram infiéis. (Com G1 e Estadão)

CNTS

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