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Foto: Sindsaúde-CE

Servidores da saúde de Fortaleza decidem paralisar atividades nesta segunda-feira, 23

Sindicatos de Base

A decisão foi tomada por servidores municipais do nível médio da saúde de Fortaleza, do concurso de 2015, em assembleia na sexta-feira, 20, em frente à Secretaria Municipal da Saúde, após reunião com a gestão. A categoria também decidiu que, caso a gestão não atenda à demanda dos trabalhadores, haverá greve por tempo indeterminado a partir de 1° de setembro.

Nesta segunda-feira, 23 de agosto, vai ter paralisação dos servidores da saúde de Fortaleza.  A partir das 7h da manhã, eles estarão em ato de protesto contra as ameaças de retirada de direitos dos trabalhadores em plena pandemia. Enquanto servidores do nível médio do concurso de 2015 pedem tratamento igual para que todos tenham acesso à qualificação dentro da jornada de trabalho, a gestão ameaça retirar esse direito de quem já tem.

Após vários adiamentos, a diretora do Sindsaúde, Silvânia Lopes, acompanhada de representações do Sindifort e Sindiodonto, participaram de reunião com a secretária da saúde de Fortaleza, Ana Estela, na sexta-feira, 20. Do lado de fora, ficaram dezenas de servidores acompanhados de lideranças sindicais. O vereador Ronivaldo Maia (PT) também compareceu para manifestar apoio aos servidores, que foram cobrar o tratamento igual para os servidores do nível médio aprovados no concurso de 2015.  Desde o certame, cerca de 600 profissionais entre técnicos de enfermagem, auxiliares e técnicos em saúde bucal que estão sem direito às oito horas destinadas à Educação Permanente, como já ocorre com os demais servidores da saúde do nível médio da Prefeitura de Fortaleza.

Após sair da reunião, a diretora Silvânia Lopes explicou que o resultado não foi satisfatório. Sem uma solução objetiva para o problema, os servidores realizaram assembleia onde foi aprovada por unanimidade a paralisação da categoria na segunda-feira, 23 durante todo o dia, a partir das 7 horas da manhã.  A categoria aprovou ainda greve por tempo indeterminado a partir do dia 1° de setembro.

A Política de Educação Permanente está prevista na portaria 1436/2019. “Queremos tratamento isonômico para todos os servidores da saúde do nível médio. Não é aceitável que esses profissionais, que tanto tem arriscado suas vidas nesta pandemia, sejam tratados de forma desigual. O prefeito precisa reconhecer isso”, comentou Marta Brandão, presidente do Sindsaúde Ceará. “E se tiver retirada de direito, vai ter greve, ressaltou.

O Sindsaúde promete aumentar a pressão pela garantia do tratamento igual para todos os servidores da saúde de Fortaleza. Os servidores exigem que oito horas da jornada de trabalho sejam destinadas à Educação Permanente e 32 horas à assistência, como já acontece com os demais servidores do nível médio da saúde.

Fonte: Sindsaúde-CE
CNTS

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