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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Sem isolamento social, Brasil pode ter 1 milhão de mortes por coronavírus

Coronavírus

Estudo liderado pelo Imperial College de Londres aponta que medidas de enfrentamento podem ter redução de mortes da ordem de 95%.

Sem o isolamento social e qualquer outra estratégia de enfrentamento ao coronavírus, o Brasil poderia ter mais de 1,15 milhão de mortes devido à Covid-19. Essa é a estimativa de estudo liderado pelo Imperial College de Londres, que analisou os efeitos da pandemia em 202 países.

No trabalho divulgado na quinta-feira, 26, os especialistas em doenças transmissíveis calcularam o número de infectados, pacientes graves e mortos em cinco cenários de disseminação do vírus no Brasil. A pesquisa traçou quatro cenários. No primeiro, nenhuma medida de isolamento social é tomada. Nele, num período de 250 dias após o primeiro caso, 187 milhões de brasileiros seriam infectados, dos quais 6,2 milhões seriam internados e 1,5 milhão iriam para a UTI. Destes, a maioria morreria: 1.152.283, segundo a projeção.

No segundo, são tomadas apenas medidas brandas, proibição de grandes eventos e aglomerações. Por ele, morreriam 627 mil dos 122 milhões de brasileiros infectados.  O terceiro cenário é de isolamento de idosos e pessoas com doenças associadas ao aumento do risco da Covid-19.  De acordo com o Imperial College, seriam 121 milhões os infectados e 530 mil os mortos, com 3,2 milhões de hospitalizados.

O quarto cenário, aquele que é defendido pela OMS, médicos e cientistas, prevê medidas mais radicais: testes em massa, quarentena de casos, rastreamento de contatos e distanciamento social. Os pesquisadores dividiram esse cenário em dois.  Se as medidas são tomadas quando a epidemia causa 1,6 caso por 100.000 habitantes, situação da Coreia do Sul, o Sars-CoV-2 infectaria 49.599.016 pessoas, das quais mataria 206.087.

Porém, se as medidas são tomadas precocemente, com 0,2 caso por 100.000 habitante, seriam 11.457.197 milhões de brasileiros infectados e 44.212 morreriam. Esse é o melhor cenário possível, ainda assim com imensa mortalidade.

Estudo semelhante feito pelos pesquisadores para os Estados Unidos e o Reino Unido, na semana passada, mostrou que o sistema público dos países entraria em colapso se não fossem adotadas medidas de restrição de circulação. Os dados fizeram o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, acelerar a adoção de medidas mais duras para conter a pandemia.

Fonte: Com O Globo, Folha de São Paulo e Carta Capital
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