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Foto: Ascom Sateal

Sateal denuncia práticas abusivas cometidas pelo Hospital Maceió

Sindicatos de Base

O Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem no Estado de Alagoas – Sateal promoveu, nesta quinta-feira, 4, panfletagem na porta do Hospital Maceió – Hapvida denunciando a população, principalmente aos usuários do plano de saúde, as práticas abusivas cometidas pelo grupo contra os trabalhadores. Durante a panfletagem, vários usuários procuraram a equipe para prestar solidariedade e reclamar, insatisfeitos com a prestação de serviço do hospital.

Os trabalhadores vão se reunir em assembleia próxima terça-feira, 9, para discutir novos encaminhamentos e não descartam fazer uma nova panfletagem em vários pontos de grande circulação de pessoas em Maceió, denunciando principalmente o dinheiro que vem sendo descontado dos trabalhadores sem justificativa.

Entre as práticas nocivas estão a demissão de profissionais, entre técnicos de enfermagem e enfermeiros, dispensados após recusarem-se a assinar acordo individual em que estariam acatando trabalhar na jornada de 12 horas diurnas com descanso de 36 horas e sem o direito a folga semanal.

Apesar do aumento na jornada de trabalho, os profissionais continuam com os mesmos salários, sem local apropriado para descanso. Os trabalhadores foram coagidos a assinar o acordo e em decorrência disso estão adoecendo, prestando assistência de até 50 pacientes por profissionais.

“Os trabalhadores denunciam sobrecarga, dobras de até 24h por falta de profissionais para cumprir a jornada, ameaças, falta de maqueiros, assédio moral, insegurança no local de trabalho, ausência de diálogo com a administração da unidade, além do não pagamento de insalubridade e adicional noturno, entre outras acusações graves”, diz o panfleto.

Denúncias apontam ainda que descontos inexplicáveis estão aparecendo nos salários dos profissionais. Não há respeito, nem diálogo. “É inaceitável que o grupo Hapvida, dono do Hospital Maceió, que se intitula como plano de saúde que mais cresce no Brasil, trate os trabalhadores como escravos e desrespeite os usuários”, destaca Mário Jorge Filho, presidente do Sateal.

Fonte: Ascom Sateal
CNTS

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