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Foto: Divulgação

Projeção de salário mínimo de 2020 cai para R$ 1.030

Economia

Inflação menor leva governo a mudar previsão para o piso no ano que vem, que não terá aumento real.

O salário mínimo em 2020 deve ficar menor que as projeções inicialmente divulgadas pelo governo. A previsão é que o piso nacional seja de R$ 1.030 no próximo ano. O Orçamento de 2020 encaminhado ao Congresso previa que o salário fosse de R$ 1.039.

A diferencia é explicada por previsão menor de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, medido pelo IBGE, que costuma reajustar os salários. A previsão oficial do governo caiu de 4,02% para 3,26%, em documento divulgado há duas semanas. Com isso, também cai o reajuste do salário mínimo.

Paulo Guedes, ministro da Economia, defende que o salário mínimo seja corrigido apenas pela inflação, medida pelo INPC, encerrando o ciclo de reajustes com ganhos reais ao trabalhador. O valor previsto para o ano que vem não representa ganho real em relação ao salário mínimo deste ano, que é de R$ 998.

Aumento real significa subir além da inflação. Quando um valor é corrigido apenas pela inflação, quer dizer que ele apenas manteve o mesmo nível de antes, considerando a alta do custo de vida.

Este é o primeiro ano que o reajuste será sem ganho real, desde que a Política de Valorização do Salário Mínimo foi implantada em 2004. Essa medida permitia que, nos momentos de crescimento da economia, o ganho do salário mínimo superasse a inflação, ajudando a reduzir as desigualdades e estimulando o consumo das famílias. A regra, entretanto, teve validade encerrada em janeiro deste ano.

Desde que o salário mínimo começou a ser reajustado acima da inflação, “cerca de 48 milhões de pessoas que recebem remuneração correspondente ao piso nacional – assalariados, aposentados e pensionistas, trabalhadores por conta própria, domésticos, tiveram um ganho real de 74,33% em seus salários e benefícios”, de acordo com o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese, Clemente Ganz Lúcio.

Fonte: Com O Globo e Folha de São Paulo
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