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Foto: Assessoria Marielle Franco

Polícia do Rio prende dois suspeitos do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Brasil

Força-tarefa afirma que o policial reformado Ronnie Lessa atirou contra a vereadora e o motorista e que o ex-militar Élcio Vieira de Queiroz dirigia o carro que perseguiu as vítimas. Crimes completam um ano nesta quinta-feira,14.

Quase um ano depois, a pergunta questionada pelos brasileiros finalmente deverá ser respondida. Quem matou Marielle Franco e Anderson Gomes? Na manhã desta terça-feira, 12, a Delegacia de Homicídios da Capital e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Rio de Janeiro prenderam o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, por envolvimento no assassinato da vereadora e do motorista. Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio, Lessa teria atirado nas vítimas, e Elcio dirigia o Cobalt prata usado na emboscada. O segundo acusado foi expulso da corporação.

De acordo com a denúncia das promotoras Simone Sibilio e Leticia Emile, o crime foi “meticulosamente” planejado três meses antes. Os denunciados foram presos às 4h da madrugada de hoje, 12. Além das prisões, a operação busca cumprir mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados para recolher documentos, telefones celulares, computadores, armas, acessórios, munições e outros objetos.

De acordo com o jornal O Globo, Lessa entrou na lista de suspeitos após ser vítima de emboscada, em 28 de abril, trinta dias depois do assassinato da vereadora. A tentativa de assassinato teria sido “queima de arquivo”.

Lessa e Elcio foram denunciados pelo assassinato e também pela tentativa de homicídio de Fernanda Chaves, assessora da vereadora que estava no carro e sobreviveu ao ataque. A ação foi batizada de Operação Lume, uma referência ao local no Centro de mesmo nome, na Rua São José, onde Marielle prestava contas à população sobre medidas tomadas em seu mandato. Ali ela também desenvolvia o projeto Lume Feminista.

As promotoras pedem ainda a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa. Também foi requerida indenização por danos morais aos familiares das vítimas e a fixação de pensão em favor do filho menor do motorista Anderson até que ele complete 24 anos. Em certo trecho da denúncia, elas ressaltaram: “É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia. A barbárie praticada na noite de 14 de março de 2018 foi um golpe ao Estado Democrático de Direito”.

A mando de quem? Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, e o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) parabenizaram a operação, mas ressaltaram que a questão mais importante ainda não foi esclarecida: quem foi o mandante das mortes: “São prisões importantes, são tardias. É inaceitável que a gente demore um ano para ter alguma resposta. Então, evidente que isso vai ser visto com calma, mas a gente acha um passo decisivo. Mas o caso não está resolvido. A mando de quem [ela foi assassinada]?”, questiona Freixo.

Apontado pelo MP e pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como o autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes no ano passado, o policial militar reformado Ronnie Lessa mora no mesmo condomínio do presidente Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro e foi homenageado na Alerj – Assembleia Legislativa do Rio em 1998.

Fonte: Com informações de O Globo, G1 e Rede Brasil Atual
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