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Foto: PMRJ

País da Covid: 19 milhões afastados, 18 milhões com jornada menor e 10 milhões sem renda

Trabalho e Emprego

Rendimento médio caiu 18% em maio. Segundo o IBGE, 26,6% dos trabalhadores do Nordeste foram afastados do trabalho pela pandemia. Além disso, os trabalhadores domésticos sem carteira tiveram a maior taxa de afastamento devido à pandemia.

Entre os 84,4 milhões de trabalhadores do país, cerca de 19 milhões estavam afastados do trabalho e, entre estes, 9,7 milhões estavam sem sua remuneração, o equivalente a 11,5% da população ocupada em maio de 2020. Nesse mês, cerca de 16,8% dos trabalhadores do Nordeste e 15,0% do Norte estavam sem remuneração.

No Nordeste, 26,6% dos trabalhadores – ou 5 milhões de pessoas – estavam afastados do trabalho pela pandemia, a maior proporção entre as cinco regiões. Em maio, a PNAD Covid-19 constatou que 27,9% da população ocupada – ou 18,3 milhões de pessoas – trabalharam menos do que a sua jornada habitual, enquanto cerca de 2,4 milhões de pessoas trabalharam acima da média habitual. A média semanal de horas efetivamente trabalhadas, 27,4h, no país ficou abaixo da média habitual –39,6h.

O rendimento habitual de todos os trabalhos ficou, em média, em R$ 2.320, para Brasil, e o efetivo em R$ 1.899, ou seja, o efetivo representava 81,8% do habitualmente recebido. Nordeste e Sudeste registraram as maiores diferenças, respectivamente: 80,3% e 80,7% entre o efetivamente e o habitualmente recebido.

Em maio, 38,7% dos domicílios do país receberam algum auxílio monetário do governo relacionado à pandemia, no valor médio de R$ 847. Mais da metade dos domicílios das regiões Norte e Nordeste receberam esse tipo de auxílio.

No mês passado, 24 milhões de pessoas apresentaram sintomas associados à Covid-19 e a região Norte mostrou o maior percentual – 18,3% de pessoas nessa condição.

Norte e Nordeste têm as maiores taxas de desocupação – Em maio, a PNAD Covid-19 estimou que o país tinha 160,9 milhões com 14 anos ou mais de idade, a chamada população em idade de trabalhar. A população na força de trabalho eram 94,5 milhões, dos quais 84,4 milhões eram ocupados e 10,1 milhões desocupados. A população fora da força de trabalho somava 75,4 milhões de pessoas.

As mulheres eram maioria na população residente – 51,1% e na população em idade de trabalhar – 51,6%, mas não na força de trabalho – 43,5%. Entre os ocupados, as mulheres representavam 42,8% e, entre os desocupados, 49,5%.

O total de desocupados ficou em 10,1 milhões de pessoas e a taxa de desocupação chegou a 10,7%. As taxas das regiões foram: Centro-Oeste – 11,4%, Nordeste – 11,2%, Norte – 11,0%, Sudeste – 10,9% e Sul – 8,9%. A taxa de desocupação entre as mulheres – 12,2% foi maior que a dos homens – 9,6%.

26,6% dos trabalhadores do Nordeste foram afastados do trabalho pela pandemia – Entre os 84,4 milhões de trabalhadores do país, 19 milhões ou 22,5% estavam afastados do trabalho que tinham na semana de referência e 15,7 milhões ou 18,6% estavam afastados devido ao distanciamento social. O Nordeste apresentou o maior percentual – 26,6% de pessoas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social, enquanto a região Sul foi a menos afetada – 10,4%.

O grupo etário com a maior proporção de pessoas afastadas do trabalho foi o de 60 anos ou mais de idade: 27,3%. Esse comportamento que foi verificado em todas as grandes regiões e, no Nordeste, o afastamento chegou a 33,3% das pessoas de 60 anos ou mais de idade.

Domésticos são os mais afetados – Entre as categorias de ocupação investigadas pelo IBGE, os maiores percentuais de pessoas afastadas devido à pandemia estavam entre os trabalhadores domésticos sem carteira – 33,6%, os empregados do setor público sem carteira – 29,8% e os empregados do setor privado sem carteira – 22,9%.

Em relação aos grupamentos de atividade, o da Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura registrou o menor percentual de pessoas afastadas – 6,8%, enquanto outros serviços – 37,8%, serviço doméstico – 28,9% e Alojamento e alimentação – 28,5% tiveram maior proporção de pessoas afastadas do trabalho.

Nível superior predomina entre os trabalhadores remotos – Cerca de 77,5% do total de ocupados – ou 65,4 milhões não estavam afastados do trabalho. Entre os não afastados, 8,7 milhões trabalhavam de forma remota, como o home office, o equivalente a 13,3% da população ocupada que não estava afastada.

O percentual de mulheres trabalhando remotamente – 17,9% superou o dos homens – 10,3%. Entre as pessoas com nível superior completo ou pós-graduação, 38,3% estavam trabalhando remotamente. Os percentuais foram muito baixos entre os sem instrução ou com fundamental incompleto – 0,6%, bem como para o nível fundamental completo e médio incompleto – 1,7%. Para aqueles com médio completo e superior incompleto o percentual ficou em 7,9%.

Força de trabalho – Em maio, havia 75,4 milhões de pessoas fora da força de trabalho no Brasil, dos quais 34,9% não procuraram trabalho, mas gostariam de trabalhar, e 24,5% não procuraram principalmente devido à pandemia ou porque faltava trabalho na localidade em que residia, mas também gostaria de trabalhar. Nas regiões Nordeste e Norte, ficaram acima dos 30% os percentuais de pessoas fora da força de trabalho e que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho.

Ao somarmos a população fora da força que gostaria de trabalhar, mas que não procurou trabalho, com a população desocupada, temos 36,4 milhões de pessoas pressionando o mercado de trabalho em busca de alguma ocupação ou que estariam se tivessem procurado trabalho. Quando o motivo de não ter procurado estava relacionado à pandemia ou à falta de trabalho na localidade, o total de pessoas foi de 28,6 milhões de pessoas.

Fonte: Com Rede Brasil Atual e Agência IBGE
CNTS

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