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Foto: Júlio Fernandes/Agência Full Time

Movimento “Basta” quer combater a corrupção e certificar políticos que defendem os trabalhadores

Brasil

FST realiza I Encontro Nacional pelo Resgate do Parlamento Brasileiro em Defesa do Interesse Social. Como membro do FST, a CNTS estará alinhada com os projetos do movimento Basta

As entidades que representam mais de 50 milhões de trabalhadores deram mais um passo ontem, 24, em busca de amplo processo de mudança na representação política do país, estimulando o voto consciente e defendendo parlamentares que sejam comprometidos com as pautas de interesse dos trabalhadores, tendo em vista as eleições gerais em outubro.

Esse é o propósito do Movimento Basta!, formatar, monitorar e desenvolver políticas públicas baseadas na agenda das 71 entidades que compõem seu quadro, além de avaliar o comportamento de candidatos, fiscalizar sua atuação e sua postura perante as pautas dos trabalhadores públicos e privados e da sociedade em geral.

Durante o 1º Encontro Nacional pelo Resgate do Parlamento Brasileiro em Defesa do Interesse Social, organizado pelo Fórum Sindical dos Trabalhadores – FST, no Hotel Nacional, em Brasília, dirigentes, representantes de movimentos sociais e parlamentares debateram a construção de uma agenda prioritária para 2018 e mecanismos de participação do cidadão na vida democrática do país.

Como membro do FST, a CNTS estará alinhada com os projetos do movimento Basta!, defendendo  que o povo brasileiro tenha representantes no parlamento compromissados com a defesa dos direitos trabalhistas e sociais. Além disso, a Confederação defende que os movimentos sociais e sindical incorporem a prática de eleger seus representantes diretamente para o Congresso.

O coordenador do FST, Artur Bueno de Camargo, ao abrir o encontro, disse que o evento parte da premissa de mudança política do país, e de uma unidade do movimento sindical e as ações de resistência. “As legislaturas se sucedem com parlamentos cada vez mais voltados aos interesses de grandes grupos econômicos. Temos de reverter essa terrível tendência e só o faremos se nos unirmos em ações efetivas e de conscientização dos eleitores. E o Movimento Basta! vem com uma alternativa à sociedade brasileira”, destacou.

Foto: Júlio Fernandes/Agência Full Time

Renovação – Se o sindicalismo busca renovar o Congresso, os atuais parlamentares tentarão manter os mandatos. De acordo com a edição janeiro/fevereiro do Boletim Diap, publicação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, o número de candidatos à reeleição tende a ser maior que a média histórica, considerando as sete últimas eleições.

Segundo orienta Antônio Augusto de Queiroz, diretor de Documentação do Diap e consultor parlamentar, para evitar a eleição de um Congresso mais retrógrado é fundamental que movimentos populares unam esforços, em âmbito nacional e estadual, para ampliar sua representação no Congresso e tentar barrar os retrocessos.

Para o senador Paulo Paim (PT/RS), será necessário união dos movimentos para eleger seus representantes diretamente para o Legislativo. Ele acredita que o Movimento Basta terá força para isso. “Se o movimento social e sindical está em todos os municípios do país, será que não conseguimos fazer campanha para nossos candidatos representantes dos aposentados, dos servidores públicos, dos professores e dos trabalhadores rurais? Essa será a eleição das nossas vidas, calcule se essa gente que está governando for vitoriosa nessas eleições, o que eles farão se tiverem maioria novamente no Congresso?”, argumentou.

O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) acredita que o Movimento Basta é uma resposta para que a conjuntura política nacional não perdure. “Se há muito ódio e discurso discriminatório atualmente é porque as forças de afirmação de outros segmentos estão incomodando, então, espero que o Basta ajude a incomodar, a cutucar a consciência da nossa gente”, disse.

CNTS

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