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Foto: Roberto Parizotti/Fotos Públicas

Inflação avança e é a maior dos últimos quatro anos

Economia

IPCA tem alta de 1,35% em dezembro e termina 2020 em 4,52%, acima do centro da meta definida pelo governo. Elevação do preço dos alimentos puxa o índice e penaliza os mais pobres.

A inflação, que parecia comportada no começo de 2020, e chegou a ficar negativa no auge da pandemia de covid-19, acabou encerrando o ano surpreendendo o mercado e sinalizando que não deve dar trégua em 2021. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, indicador oficial da inflação, acelerou de 0,89%, em novembro, para 1,35%, em dezembro, a maior taxa para o mês desde 2002, puxado pela alta dos preços dos alimentos e da energia elétrica.

No acumulado do ano, o IPCA subiu 4,52%, maior patamar desde 2016, quando marcou 6,29%. A taxa anual ficou acima do centro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional – CMN para o ano, de 4%, mas abaixo do teto, de 5,5%. O dado ainda superou a mediana das estimativas apontadas no boletim Focus, do Banco Central, de 4,3%.

O vilão de 2020 foi o óleo de soja, cujo preço mais do que dobrou no ano passado – 103,79%. O arroz, ficou na vice-liderança, com alta de 76,01%.  Outros itens importantes na cesta das famílias também tiveram altas expressivas, como o leite longa vida – 26,93%, as frutas – 25,40%, as carnes – 17,97%, a batata-inglesa – 67,27% e o tomate – 52,76%.

A influência dos alimentos na alta da inflação – o grupo alimentos e bebidas avançou 14,09% no ano passado – penalizou com mais força os mais pobres. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, que mede o custo de vida das famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos, acumulou alta de 5,45% em 2020, conforme os dados do IBGE.

A inflação também foi puxada pela habitação – 5,25%, cuja alta foi influenciada pelo aumento da energia elétrica – 9,14%. Os artigos de residência também pesaram mais, por conta do efeito dólar sobre os preços dos eletrodomésticos, equipamentos e artigos de TV, som e informática. Em conjunto, alimentação e bebidas, habitação e artigos de residência responderam por quase 84% da inflação de 2020.

Em 2020, a alta dos preços foi generalizada em todas as 16 localidades pesquisadas pelo IBGE. O município de Campo Grande – 6,85% teve a maior variação do ano, por conta das carnes e da gasolina. Em seguida, foi Rio Branco – 6,12%, Fortaleza – 5,74%, São Luís – 5,71%, Recife – 5,66%, Vitória – 5,15%, Belo Horizonte – 4,99% e Belém – 4,63%, todas acima da média nacional – 4,52%.

Já o menor índice ficou com Brasília – 3,40%, onde pesaram as quedas nos preços das passagens aéreas (-20,01%), dos transportes por aplicativo (-18,71%), dos itens de mobiliário (-7,82%) e de hospedagem (-6,26%).

Fonte: Com Agência IBGE e Correio Braziliense

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