Funcionários da Santa Casa de Maceió denunciam irregularidades

Auxiliares e técnicos de enfermagem da Santa Casa de Misericórdia de Maceió participaram de assembleia geral na sexta-feira, 2, na sede do Sateal, sobre a implantação da jornada de 12 horas diurnas e demais itens da pauta relacionada à negociação que envolve o Hospital e a categoria, incluindo reajuste salarial, cujo valor antecipado pela Santa Casa de 3% é abaixo do proposto pelo Sateal, que reivindica 10%. Caso não haja acordo entre as partes, os profissionais vão promover paralisações ao longo da semana. 

Na oportunidade o presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Alagoas destacou os riscos da alteração da jornada na vida dos trabalhadores. “Os profissionais já cumprem jornada de 12h no período noturno, mas auxiliares e técnicos tem direito a descanso de 36h, além da folga semanal e feriados. Com a nova proposta, a categoria passaria a dobrar a jornada – que atualmente é de 6h – e perderiam o direito a descansos e folgas”, destacou Mário Jorge.

Os profissionais não aceitaram a alteração da jornada. “É inviável cumprir um expediente de 12 horas diurnas quando temos diversas atribuições além do trabalho, como cuidar de casa, dos filhos, dos estudos e até de pessoas doentes. Os horários diurnos são muito movimentados dentro da Santa Casa, o que significa dizer que corremos risco de cometer erros graves como consequência dessa sobrecarga”, relatou uma técnica de enfermagem.

Maquiagem para ganhar certificação – Durante a assembleia, os trabalhadores denunciaram que a direção da Santa Casa de Maceió promove “maquiagem” para receber a equipe do setor de certificação. “Eles escalam profissionais que estão de folga para aumentar o quantitativo de pessoas trabalhando, arrumam tudo e escolhem funcionários a dedo para acompanhar os avaliadores para esconder os erros e exagerar nos elogios”, revelaram. 

 No início de fevereiro, a direção da unidade de saúde determinou que os profissionais passem a cumprir jornada de 12 horas diurnas. O Sindicato recebeu a denúncia de que a determinação foi repassada através de documento e que os trabalhadores foram obrigados a assinar o consentimento da alteração, sob pena de demissão.

Além de ato realizado anteriormente e da assembleia com os trabalhadores, outras atividades deverão acontecer ao longo da semana. “Vamos continuar panfletando nas entradas da unidade do Centro, Poço e Farol e fazer atividades que envolvam a participação da sociedade. Temos que chamar a atenção para esses problemas que acontecem dentro da unidade, que se diz filantrópica, mas que desrespeita seus profissionais e, consequentemente, seus pacientes”, reforçou o presidente. (Fonte: Sateal)

 

CNTS

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