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Foto: Unsplash

Erradicada há 20 anos, febre hemorrágica volta a matar no Brasil

Saúde

Morador de Sorocaba/ SP morreu em decorrência de complicações causadas pela febre hemorrágica. Sintomas da doença são parecidos com os da febre amarela e leptospirose. Para prevenção, exige-se do profissional da saúde o uso do equipamento de proteção individual, uso de detergentes e desinfetantes e luz ultravioleta para eliminação do vírus em locais fechados.

O arenavírus, que causa a febre hemorrágica, vitimou um homem em São Paulo. A doença havia sido erradicada há 20 anos e seu reaparecimento causou espanto entre a população. O Ministério da Saúde disse em entrevista à imprensa ontem, 21, que a maior preocupação tem sido com os profissionais de saúde que tiveram contato direto com a vítima, um morador de Sorocaba, no interior do estado. “Neste momento, não existe preocupação de transmissão à população geral. A gente sabe que isso é uma transmissão eventual”, disse Júlio Croda, secretário substituto da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde.

“O risco maior de adquirir a infecção é a pessoa entrar em contato com alguma secreção do paciente. Nosso monitoramento está sendo realizado nos profissionais de saúde e seus familiares. Por enquanto nenhum contactante apresentou sintomas”. Cerca de 100 a 150 pessoas se enquadram nesse perfil. Caso a situação não se altere, o monitoramento será encerrado dia 3 de fevereiro, 21 dias após seu início. O paciente, cuja identidade foi mantida em sigilo, faleceu 12 dias após a internação, ocorrida em 30 de dezembro.

Funcionários de três hospitais e três laboratórios estão sendo monitorados. Existem níveis diferentes de risco, sendo considerado o mais alto aquele no qual pessoas tiveram contato com secreções do paciente sem equipamento de proteção e profissionais responsáveis pela necropsia. Além disso, outra ação planejada é ir aos lugares onde essa vítima passou e identificar se há relatos de roedores silvestres nesses locais, transmissores do vírus.

Transmissão – Originalmente, o arenavírus pode ser encontrado em roedores silvestres e sua transmissão a seres humanos se dá por contato com saliva, urina ou fezes desses animais. Mas nem entre esses roedores a presença do vírus é considerada frequente.

O arenavírus não era identificado no país havia mais de 20 anos. O primeiro caso ocorreu em 1990, também em São Paulo. A vítima havia viajado ao município de Cotia, no interior do estado, antes de apresentar os sintomas e, posteriormente, falecer.

O segundo caso foi derivado do primeiro, quando um técnico de laboratório foi infectado acidentalmente enquanto manipulava uma amostra coletada da primeira vítima. Esse técnico de laboratório, no entanto, sobreviveu. Um terceiro caso identificado no Brasil ocorreu em 1999, em um morador da área rural do Espírito Santo do Pinhal, no estado de São Paulo. Após sete dias de internação, faleceu.

Sintomas e Prevenção – Os sintomas iniciais da febre hemorrágica são: febre, dor de cabeça, dor abdominal forte, sonolência, prostração, queda de pressão, tontura e confusão mental. Em seguida, é constatado o comprometimento hepático e sinais de hemorragia, além de comprometimento neurológico.

Segundo o Ministério da Saúde, o controle de prevenção exige uso de Equipamento de Proteção Individual – EPI para equipes de saúde; uso de detergentes e desinfetantes e luz ultravioleta para eliminação do vírus em locais fechados; e, para os civis, evitar contato com roedores silvestres encontrados em áreas rurais ou de mata.

Fonte: Com informações da Agência Brasil, G1 e Estadão
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