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Empregados do GHC aprovam contraproposta negociada pela CNTS com ampliação de direitos

Negociação Coletiva

Em assembleia realizada na última terça-feira, 15 de setembro, os empregados do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) que atuam no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), no Rio de Janeiro, aprovaram a contraproposta apresentada pela empresa para o ACT 2026/2027. A proposta é resultado do processo de negociação conduzido pela CNTS e pela comissão de negociação, que apresentou e defendeu as reivindicações dos trabalhadores ao longo das rodadas de discussão com a gestão.

Conduzida pelo presidente da CNTS, Valdirlei Castagna, a assembleia avaliou os avanços obtidos durante as negociações. A contraproposta aprovada contempla 51 cláusulas, número significativamente superior às 17 previstas no ACT anterior, representando uma importante ampliação das garantias coletivas dos empregados do hospital.

Entre as cláusulas econômicas, está assegurado o reajuste salarial de 3,77%, correspondente ao INPC acumulado no período de 1º de abril de 2025 a 31 de março de 2026. O reajuste será retroativo a 1º de maio de 2026, com pagamento das diferenças na folha referente ao mês de outubro de 2026. O auxílio-alimentação também será retroativo a 1º de maio de 2026, passando para R$ 1.037,70, com valor líquido de R$ 1.001,38.

Avanços nas cláusulas sociais – Entre os principais avanços sociais estão a licença para acompanhamento de saúde de filho e de idoso sob dependência, além de licença remunerada para a realização de exames. O acordo também prevê o abono das horas destinadas a consultas psicológicas, mediante comprovação pelo empregado, limitado a quatro consultas por mês.

Outro avanço é a previsão de constituição, pela empresa, de uma Comissão de Prevenção ao Assédio Moral e Sexual, fortalecendo as medidas de prevenção, acompanhamento e enfrentamento às situações de violência e assédio no ambiente de trabalho.

Para os empregados submetidos à jornada em escala 12×36, o acordo assegura ainda duas folgas mensais de 12 horas. A critério da empresa, essas folgas poderão ser convertidas em pagamento de horas extras, com adicional de 50%, ou em banco de horas, desde que, no período apurado, o empregado não tenha faltas injustificadas.

Para o presidente da CNTS, Valdirlei Castagna, o resultado representa uma evolução importante em relação ao acordo anterior e demonstra a relevância da organização e da participação dos trabalhadores no processo de negociação coletiva. “Saímos de um acordo com 17 cláusulas para um instrumento coletivo com 51 cláusulas, incorporando direitos e garantias importantes para os empregados. É uma evolução significativa, construída a partir da mobilização dos trabalhadores e de uma negociação firme e participativa. A CNTS seguirá atuando para avançar cada vez mais na valorização e na defesa dos direitos dos empregados do GHC”, destacou Castagna.

O ACT beneficiará aproximadamente 300 empregados, abrangendo as categorias de auxiliar administrativo, analista, auxiliar de laboratório, técnico em histopatologia, técnico em saúde bucal, técnico em radiologia, especialista em hemoterapia, contador, técnico em educação, biólogo, técnico em nutrição e profissionais da área de gestão.

Em razão das limitações impostas pelo período defeso à concessão de reajustes e vantagens que ultrapassem os índices permitidos pela legislação, as negociações deste ano se concentraram especialmente na ampliação das cláusulas sociais, sobretudo naquelas sem impacto financeiro direto.

Entre as principais reivindicações apresentadas pelos empregados estavam a obtenção de ganho salarial acima da inflação e a equiparação de direitos e condições salariais com os empregados do GHC no Rio Grande do Sul. Diante das limitações legais para avanços econômicos neste período, a estratégia da negociação foi direcionada para a incorporação e ampliação de direitos sociais no novo ACT, sem abandonar essas reivindicações para futuras negociações.

Nesse contexto, uma das conquistas de destaque foi a garantia da representação sindical no local de trabalho, com a eleição de um delegado sindical titular e um suplente. O mandato será de dois anos, com garantia de emprego durante o período e por mais três meses após o seu término, fortalecendo a organização e a representação dos empregados junto à CNTS.

Durante a própria assembleia, os trabalhadores realizaram a eleição dos representantes. Ygor da Silva Teixeira foi eleito delegado sindical titular, enquanto Carlos Gomes da Costa Junior foi escolhido como suplente.

Com a aprovação da contraproposta, a CNTS avalia que o novo ACT representa um avanço na consolidação de direitos dos empregados do Hospital Federal de Bonsucesso. A Confederação reforça que continuará acompanhando o cumprimento das cláusulas pactuadas e atuando para que as reivindicações que não puderam avançar nesta negociação permaneçam na pauta de luta da categoria.

CNTS

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