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Doação de 2 mil kg de alimentos marca Grito dos Excluídos em Chapecó

Cidadania

Hospital e profissionais da saúde de Santa Catarina receberam doações de alimentos no dia 7 de setembro. A ação foi resultado da articulação entre movimentos sociais do campo, pastorais sociais, sindicatos e centrais sindicais.

Os gritos de fome, de dores e de angústias dos brasileiros foram aplacados na última segunda-feira, 7. Durante a realização do 26º Grito dos Excluídos em Chapecó, Santa Catarina, dois mil quilos de alimentos foram doados ao Hospital Regional de Chapecó. A iniciativa de apazigar a angústia dos moradores da região foram do Movimento Sem Terra – MST, em conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Chapecó e Região – Sitessch, Pastorais Sociais da Diocese de Chapecó, Central Única dos Trabalhadores – CUT, Sindicato dos Trabalhadores em Educação – Sinte e Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público.

A ação buscou reconhecer o trabalho daqueles que estão na linha de frente ao combate à Covid-19, assim como, solidarizar-se com pacientes e familiares que também lidam com a doença.

Ao som de cantos e falas de luta, o ato representou o sentido de partilhar. “Neste momento que estamos vivendo sob pressão, muitos já adoecidos psicologicamente, onde os trabalhadores da saúde são desvalorizados, este gesto do MST avoca a lembrança que ser patriota não é ficar asteando bandeira e muito menos mostrando o poderiu do Estado, mas sim, ser solidário com quem mais precisa” afirmou Tânia Chiomento Fillipin, presidente em exercício do Sitessch.

“Acredito que nosso ato de solidariedade, como entidade social do campo não é dar aquilo que está sobrando, mas sim compartilhar o que temos”, explica o membro da direção estadual do MST/SC, Ernesto Puhl Neto.

Para o bispo Dom Odelir José Magri, da Diosese de Chapecó, o qual realizou a benção dos alimentos, o ato reflete o processo de superação da indiferença em relação à condição humana. “Toda construção de uma sociedade nova e diferente tem que passar pelo processo de superação da indiferença e aqui está sendo proposto o gesto no sentido de conclamar a globalização da solidariedade. Quando falamos de excluídos estamos falando de cidadãos que são mais afetados com a falta de governança eficaz e investimentos na saúde em nosso país. Ou seja, a população pobre”,  disse.

Segundo o presidente da Associação Hospitalar, Rogério Getúlio Delatorre, o atendimento do SUS na unidade equivale há 87% dos leitos e explica: “A doação é algo fundamental em um hospital público como o nosso, pois os recursos que recebemos do Sistema Único de Saúde são insuficientes. Isso significa que a luta continua, em defesa da vida, na partilha, doação e solidariedade. Pois, ser patriota significa ser humano”, concluiu.

Fonte: Assessoria Sitessch

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