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Foto: Júlio Fernandes/Ag. Fulltime

Debates apontam momento propício para defesa da pauta dos trabalhadores

CNTS

Com a divergência de agendas entre o governo e o parlamento, é hora de o movimento sindical protagonizar a tramitação de propostas.

Entre a pauta radical do governo Bolsonaro, voltada às questões econômicas e de costumes, não acatada pelo Poder Legislativo, que impõe agenda defendida pelo setor empresarial, palestrantes e delegados presentes ao Congresso Extraordinário da CNTS avaliam ser o momento apropriado para a defesa intransigente da pauta dos trabalhadores, posta em escanteio nas discussões nacionais.

Foto: Júlio Fernandes/Ag. Fulltime

“O movimento sindical deve trabalhar num contexto político de um governo dividido em três núcleos – político, econômico e militar – e de uma pauta imposta pelo Congresso Nacional que privilegia as questões do setor patronal. É preciso aproveitar o momento de desarticulação política para retomar as reivindicações da classe trabalhadora”, aponta o assessor parlamentar da CNTS, André Santos. Ele destaca, porém, as dificuldades de um governo com restrições de gastos e por ser um ano eleitoral.

Foto: Júlio Fernandes/Ag. Fulltime – Debate do Grupo I

Para Denise Motta Dau, secretária sub-regional da ISP, a reforma trabalhista é um exemplo vivo de propostas que foram aprovadas pelo governo e pelo Congresso que não foram pautadas pela classe trabalhadora e que prejudicou milhões de brasileiros. “Após dois anos sob impactos da reforma trabalhista, que não gerou os milhões de empregos prometidos pelo governo, que precarizou o acesso ao mercado e piorou as relações de trabalho, este é o momento de apresentar uma pauta unificada que tenham os trabalhadores como protagonistas. Neste sentido, André Santos, avaliou como prioridade que a proposta dos trabalhadores deve unir a pauta social, que deve ser transformada em políticas públicas.

“Em que momento o movimento sindical se acomodou”?, questionou o secretário de Educação da CNTI, José Reginaldo Inácio. Ele acrescenta que houve processo de ruptura institucional e que é necessário que os trabalhadores tenham ação mais efetiva. “Vivemos num momento em que o direito do trabalho é o inimigo que supostamente proíbe o país de crescer e impede o trabalhador até mesmo de continuar trabalhando”.

Foto: Júlio Fernandes/Ag. Fulltime – Debate Grupo II

Para a assessora jurídica da CNTS, Zilmara Alencar, a pauta a ser apresentada deve abranger realmente as demandas da categoria. “Nossas reivindicações não estão tendo repercussão social que levem à indignação e que se transformem em ações. Devemos ser protagonistas de ações que possam trazer novas relações de trabalho e atingir novas gerações e novas modalidades de empregos, que não estão representadas”.

Debates – Após as palestras, os delegados se reuniram para debater e tirar propostas acerca dos temas do Congresso, como fortalecimento e Organização Sindical do Sistema Confederativo da CNTS e Conjuntura e Ações para a Valorização dos Trabalhadores da Saúde. Amanhã, 12, as sugestões apresentadas pelos grupos serão debatidas em plenária geral para inclusão no relatório final que vai subsidiar as ações e estratégias da Confederação.

Foto: Júlio Fernandes/Ag. Fulltime – Debate Grupo III

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