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Foto: Marcio James/Semcom-AM

Covid-19 atinge marca de 1 milhão de mortes em todo o mundo

Coronavírus

Mais de 33 milhões foram contaminados pelo novo coronavírus.

Mais de um milhão de pessoas morreram na pandemia de Covid-19, que teve origem no fim de 2019 na China e que se propagou por todo o mundo, e que agora acelera de maneira vertiginosa. Os Estados Unidos têm os números mais altos da pandemia, tanto em contaminações quanto mortes. São 7,2 milhões de infectados e 209 mil óbitos causados pela doença. O segundo país mais afetado pela pandemia é o Brasil, onde 4,7 milhões de pessoas testaram positivo e 141 mil morreram. A Índia tem 6 milhões de casos e 95 mil mortes, enquanto o México registra 730 mil casos e 76 mil óbitos.

O mundo registrou nos últimos meses imagens como as covas coletivas no Brasil, um necrotério improvisado em uma pista de patinação de gelo em Madri e caminhões frigoríficos com cadáveres nas ruas de Nova York.

A Organização Mundial da Saúde – OMS advertiu que as mortes por Covid-19 podem dobrar e alcançar dois milhões, caso as medidas para evitar a propagação do vírus não sejam mantidas.

Apesar dos confinamentos decretados em determinados momentos, e depois flexibilizados, e outras decisões adotadas, muitos países não conseguiram frear a pandemia, que está provocando desastrosas consequências econômicas e aumentou as divisões políticas.

Além da frieza dos números, a consequência mais devastadora é o vazio deixado pelas pessoas que morreram, já que muitos lutos aconteceram sem que os parentes tivessem condições de acompanhar a vítima na parte final da doença ou sem uma despedida após a morte, devido às medidas sanitárias.

O começo – Em 11 de janeiro, a China registrou oficialmente a primeira morte por Sars-CoV-2, vírus responsável pela covid-19, que se propagou rapidamente na província de Wuhan, onde foi detectado em dezembro.

Em um mês, a China registrou mais de mil mortes, um balanço mais grave que o deixado pela SARS – Síndrome Respiratória Aguda Grave, que circulou na Ásia em 2002-2003 e matou 774 pessoas.

A partir de fevereiro, o vírus começou a provocar mortes fora da China e sua aceleração foi exponencial, primeiro na Europa, que agora observa uma segunda onda, e depois no continente americano, onde os números de casos e mortes permanecem elevados desde junho.

A resposta dos governos foi drástica na grande maioria dos casos. Em meados de abril, quase 60% da população mundial, 4,5 bilhões de pessoas foram afetadas por algum tipo de confinamento.

As consequências econômicas do confinamento, inédito na história, chegaram a todos os cantos do planeta. Comércios fechados, ruas desertas, aeroportos vazios, problemas de abastecimento nos mercados: o mundo nunca havia passado por algo parecido.

Em junho, o Fundo Monetário Internacional – FMI calculou que o PIB mundial registraria contração de 4,9% em 2020. Em um ano, o setor aéreo perdeu 92% do volume de voos.

Os grandes eventos esportivos foram interrompidos e os Jogos Olímpicos de Tóquio adiados para 2021, sem a certeza absoluta de que serão organizados.

Seis milhões de casos na Índia – Com 6,1 milhões de contágios, a Índia pode ultrapassar nas próximas semanas os Estados Unidos (7,2 milhões) e virar o país do mundo com mais casos oficialmente registrados.

O país, de 1,3 bilhão de habitantes, tem algumas das cidades mais densamente habitadas do planeta. Desde o fim de agosto o país confirmou entre 80.000 e 90.000 novos casos diários, registrando assim uma das taxas mais elevadas do mundo.

No domingo, o primeiro-ministro Narendra Modi pediu aos indianos que continuem usando máscaras ao sair de casa. “Estas normas são armas em uma guerra contra o coronavírus. São ferramentas potentes para salvar as vidas dos cidadãos”, insistiu Modi durante seu discurso mensal na rádio.

Na Ásia, onde foram registradas menos de 100 mortes por dia até meados de abril, a alta é contínua desde então, principalmente pela situação na Índia.

A nível mundial, a curva está em um “platô” desde junho, com quase 5.000 mortes por dia, de acordo com os números oficiais.

A esperança de uma vacina – Diversos laboratórios do mundo trabalham para desenvolver uma vacina. Na quinta-feira, 24, o grupo biotecnológico americano Novavax anunciou que iniciou no Reino Unido um teste clínico de fase final para sua potencial imunização. Esta é a 11ª vacina experimental do mundo que entra na fase final dos testes clínicos.

No Brasil, a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan está em fase avançada. A vacina já está em testes entre profissionais de saúde brasileiros. Até agora, mais de 5 mil voluntários já participaram.

O governo de São Paulo vai pedir para a Anvisa a liberação de uso emergencial da CoronaVac caso a vacina demonstre eficácia de pelo menos 50% em análise preliminar.

Fonte: Com Isto É e G1
CNTS

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