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Comunicado aos trabalhadores da Ebserh da Base da CNTS

ACT EBSERH

Informamos que na última sexta feira, 17 de junho, às 16h, foi realizada audiência de mediação com a ministra Delaíde Alves Miranda Arantes do Tribunal Superior do Trabalho – TST, que conduz o dissídio coletivo de greve. A audiência contou com a participação das entidades representantes dos trabalhadores e da direção da empresa.

Registra-se que a audiência foi realizada a partir da iniciativa das entidades sindicais, em clara demonstração de interesse de se buscar uma solução para o enfadonho processo de negociação que se arrasta por três anos.

Importante registrar ainda que o ponto principal que inviabiliza o avanço das negociações é a insistência da empresa em alterar a forma de pagamento do adicional de insalubridade, que impõem prejuízos direto aos trabalhadores, especialmente a médio e longo prazo. Ressalta-se que este ponto de discussão a empresa tinha retirado da mesa negociação em reunião presencial realizada em 12/04/2022.

Na audiência de sexta-feira, com apoio de uma proposta apresentada pelo representante do MPT, a empresa manteve-se firme no objetivo de impor prejuízos aos trabalhadores.

De parte dos trabalhadores, as entidades reafirmaram a proposta de reajuste com base no INPC do período (22.30%), com reflexos nos benefícios, pagamento do retroativo, manutenção das cláusulas sociais do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT anterior e adição de R$ 600,00 aos salários já reajustados aos assistentes administrativos e aos técnicos de radiologia, tudo conforme a proposta unificada das entidades sindicais.

A ministra Delaíde apresentou uma proposta alternativa de reajuste dos salários na ordem de 20% a todos os trabalhadores, sem distinção de categorias e com efeitos retroativos a primeiro de janeiro/2022; manutenção das cláusulas do ACT anterior e a não alteração da base de cálculo do AI. Ainda que a proposta estivesse abaixo do que foi pretendido pelos trabalhadores, conforme demonstrado nos debates realizados pelas assembleias e plenárias, todas as entidades sindicais presentes viram com “bons olhos” a proposta da ministra e comunicaram que levariam a proposição para análise e deliberação dos trabalhadores, a quem cabe a última palavra.

Contudo, diante da inflexibilidade da direção da empresa, que prontamente discordou da proposta alternativa, a ministra Delaíde comunicou que irá julgar o dissídio de greve, encerrando a fase de negociações.

Então, mais uma vez estão transparentes a intransigência e o autoritarismo da direção da Ebserh na negociação e o total desprezo da mesma em assegurar melhores salários e condições de trabalho aos empregados.

Sigamos firmes e mobilizados, pois somente com muita luta e união poderemos avançar nas negociações.

VALDIRLEI CASTAGA

Presidente da CNTS

CNTS

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