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CNTS integra Projeto Demografia e Mercado de Trabalho da Enfermagem no Brasil

Enfermagem

A CNTS vai passar a integrar o grupo de especialistas do Projeto Demografia e Mercado de Trabalho da Enfermagem no Brasil, iniciativa voltada à produção e análise de dados sobre o perfil, a distribuição e as condições de trabalho dos profissionais da enfermagem no país. A Confederação será representada pelo secretário-geral adjunto da CNTS e diretor-presidente do Sindisaúde Erechim e Região, Adilson Szymanski, que contribuirá com o grupo de especialistas responsável pela construção e validação de indicadores relacionados ao monitoramento, planejamento e gestão dos recursos humanos da enfermagem.

O projeto constitui um amplo levantamento sobre a força de trabalho da enfermagem brasileira e busca reunir informações capazes de subsidiar gestores, pesquisadores, entidades representativas e formuladores de políticas públicas. A partir dos dados produzidos, será possível aprofundar o conhecimento sobre a realidade da categoria e contribuir para a elaboração de ações voltadas ao provimento, à distribuição, ao dimensionamento e à valorização dos profissionais em todo o país.

Para o dirigente, a participação da CNTS permitirá levar ao debate a experiência de quem acompanha diretamente as condições de trabalho e as reivindicações dos profissionais da saúde. “A participação na pesquisa vem somar ao que está sendo proposto e discutido no Rio Grande do Sul e em todo o Brasil. Precisamos avançar no debate sobre formas de implementar um dimensionamento adequado de profissionais nos serviços de saúde. A pesquisa é fundamental para fortalecer o planejamento das ações e contribuir para condições mais dignas de trabalho para a categoria”, destacou Szymanski.

Primeira edição apresenta panorama da categoria – No final de 2025, foi lançada a primeira edição do livro Demografia e Mercado de Trabalho em Enfermagem no Brasil, reunindo dados e análises sobre as transformações ocorridas no mercado de trabalho da categoria.

Entre os resultados apresentados, a pesquisa apontou crescimento de quase 44% no número de vínculos de trabalho em um período de cinco anos. Em 2017, eram cerca de um milhão de vínculos ativos, enquanto, em 2022, esse número chegou a aproximadamente 1,5 milhão. Esse número não equivale ao total de profissionais, uma vez que um mesmo trabalhador do setor pode ocupar mais de um vínculo de trabalho. A existência de múltiplos vínculos é um aspecto importante para compreender a realidade da enfermagem, especialmente quando analisada em conjunto com fatores como remuneração, jornada e condições de trabalho.

Outro dado relevante apontado pela Demografia diz respeito à baixa remuneração, um dos principais desafios enfrentados pelos profissionais da enfermagem. Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, a maioria dos trabalhadores admitidos ou desligados estava concentrada nas faixas de remuneração de até 1,5 salário mínimo.

Ao participar desta nova etapa do projeto, a CNTS reforça seu compromisso de contribuir para que os dados e indicadores produzidos também sirvam de instrumento para a defesa de dimensionamento adequado das equipes, condições dignas de trabalho, remuneração justa e valorização dos profissionais da enfermagem.

CNTS

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