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Foto: Júlio Fernandes/Ag. Fulltime

CNTS debate cenário político e estratégias para atuação sindical

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Objetivo é criar um movimento de resistência e ampliar o diálogo com os empregadores, parlamentares e governo na defesa da pauta dos trabalhadores

Com a participação das assessorias parlamentar e sindical, diretores da CNTS debatem sobre expectativas diante do novo governo e da nova composição do Congresso Nacional para, a partir daí, definirem as estratégias de atuação e alternativas às propostas que venham em prejuízo da classe trabalhadora em geral e, em especial, dos trabalhadores da saúde. Do evento de encerramento do exercício de 2018 consta, ainda, reuniões do Conselho Fiscal e do Conselho de Representantes, nesta quarta-feira, 5 de dezembro.

O assessor parlamentar, André Luis Santos, ressaltou o posicionamento do presidente eleito, Jair Bolsonaro, a grande renovação na Câmara dos Deputados e no Senado e a extinção do Ministério do Trabalho como dificuldades a serem enfrentadas pelo movimento sindical. Segundo ele, com a extinção do Ministério, símbolo de resistência e apoio, o novo governo retirou o ambiente de interlocução com os trabalhadores; enquanto no Legislativo a renovação manteve o perfil conservador e houve redução na bancada sindical.

“Temos de criar um movimento de resistência, mudar o foco de atuação e buscar novos interlocutores, quebrando bloqueios e preconceitos. Devemos adotar novos mecanismos de diálogo, inclusive, com parlamentares da base governista, no sentido de defender a pauta dos trabalhadores. E é fundamental que o trabalho de pressão seja exercido, também, pelas bases, nos municípios e estados, junto aos deputados federais e estaduais e aos prefeitos”, orientou Santos.

Foto: Júlio Fernandes/Ag. Fulltime

A necessidade de se ter uma pauta definida para apresentar ao governo e ao Legislativo foi reforçada pela assessora jurídico-sindical, Zilmara Alencar. “O novo governo está colocando suas propostas e se não nos posicionarmos vai ser mais fácil para eles aprovarem. Temos de apresentar alternativas, de mudar os caminhos e fazer um novo sindicalismo. Vamos atuar olhando a dimensão política, social e jurídica, com base no preceito da dignidade da pessoa humana”, ressaltou.

Os dirigentes da Confederação destacaram a importância da atuação em parceria com os movimentos sociais e listaram os principais impactos negativos da Lei 13.467/2017, da reforma trabalhista, que precisam constar da pauta dos trabalhadores junto aos poderes e nas negociações com os empregadores. Alguns exemplos são a obrigatoriedade de homologação das rescisões contratuais nos sindicatos; salário e jornada; contribuição sindical aprovada em assembleia; trabalho intermitente; local adequado para descanso e alimentação; entre outros temas.

A discussão de uma pauta comum com a confederação patronal da saúde também foi aprovada, no sentido de fortalecer a luta dos trabalhadores. A diretoria debateu, ainda, sobre questões administrativas.

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