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Foto: Júlio Fernandes/Ag. Fulltime

CNTS busca novos rumos para organização sindical

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Dirigentes da base da Confederação discutem em Congresso Nacional Extraordinário a reorganização do movimento sindical ante legislações atuais e propostas em curso do governo brasileiro.

A necessidade de reorganizar o movimento sindical diante de novas legislações trabalhistas que precarizam os direitos dos brasileiros e que instituem novas formas de contratos e relações de trabalho foi o mote central da solenidade de abertura do Congresso Extraordinário da CNTS, que reúne até amanhã, 12, dirigentes sindicais da saúde representantes das federações filiadas e sindicatos vinculados. Na ocasião, a CNTS homenageou as mulheres pela passagem do Dia Internacional e também o dirigente Jânio Silva, tesoureiro-adjunto da Confederação, que falace no último dia 12 de janeiro.

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“Enquanto existir exploração, haverá trabalhadores que vão se rebelar. Este é o momento de adotarmos novas formas de atuações diante do projeto de governo que visa a aniquilação do movimento sindical. Temos que conversar com o trabalhador a partir de problemas como educação, saúde, previdência. Que vai puxar esta luta são os trabalhadores da educação e da saúde”, avaliou o diretor técnico do Dieese, Fausto Augusto Júnior, durante a palestra magna sobre Desafios e Perspectivas em um Contexto de Mudanças.

Para o presidente da CNTI e da Nova Central, José Calixto Ramos, o momento é de perseverança. “Não podemos e nem devemos esmorecer. Sindicato é luta, é solidariedade, é uma trincheira, talvez a única, não apenas para lutar e defender o trabalhador, mas também para orientá-lo. Temos tempo para superar este momento de dificuldade. O momento é de reflexão, de estreitar mais os laços e da solidariedade”.

José Pinto Motta, assessor jurídico da CNTS, ressaltou que “o grande desafio do Congresso é ter um novo olhar para os jovens, para os desempregados e trabalhar na renovação das lideranças e formas de atuação”.

Novos rumos – Na mesma linha, o presidente da Federação dos Empregados em Estabelecimentos em Serviços de Saúde do Rio Grande do Sul – Feessers, Milton Kempfer, ressaltou que “a luta se faz ao andar e sempre encontramos caminhos. O congresso acontece em um momento importante no sentido de buscarmos mudar a forma de lutar e de nos relacionar. Vamos construir algo novo”.

Maria Salete Cross, presidente da Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos em Serviços de Saúde de Santa Catarina – Fetessesc, homenageou as mulheres e ressaltou a necessidade de o movimento sindical traçar novos rumos para se manter vivo. “Temos que aprender a fazer apanhando e devemos construir uma proposta que contemple a luta e as demandas dos trabalhadores em todos os estados e municípios”. O presidente da Federação dos Empregados em Estabelecimento em Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul – Feessaúde/MS, Osmar Gussi, acompanhou a fala de Maria Salete: “estamos aqui para contribuir e achar novos caminhos para amenizar os prejuízos”. Em nome da Federação Nacional dos Técnicos e Tecnólogos em Radiologia – Fenattra, Valteci Araújo, complementou no sentido de que os trabalhadores têm que fazer história e não deixar que outros façam.

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Necessidade de reinventar – Denise Motta Dau, secretária sub-regional da ISP – Internacional de Serviços Públicos, alertou que o momento é de reivindicar e se reestruturar. “Vamos superar as dificuldades, mas não com a mesma prática. Temos de trazer novos temas, mais mulheres, mais público jovem. A resposta vem de nós e não do Supremo ou do Parlamento”.

“O Congresso da CNTS traz temas importantíssimos e fundamentais para que o movimento sindical busque novos caminhos. Temos de estar unidos em torno dos problemas de todas as categorias”, afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Empresa de Crédito – Contec, Lourenço Prado.

Trabalho Decente – “Se valorizar os profissionais da saúde é valorizar a vida, promover o trabalho decente no setor da saúde é fundamental para garantir sistemas de saúde eficazes e resilientes”, destacou o diretor da Organização Internacional do Trabalho, no Brasil, Martin Hahn, referindo-se ao tema central do Congresso.

Ele ainda ressaltou que os profissionais da saúde enfrentam o desafio de se adaptar a maiores demandas por flexibilidade e produtividade sem comprometer a prestação de cuidados de qualidade.

Ao encerrar a solenidade, o presidente em exercício da CNTS e da Federação dos Empregados em Estabelecimentos em Serviços de Saúde do Nordeste – Fettessne, João Rodrigues Filho, ressaltou a importância do evento, agradeceu a presença das autoridades e delegados e cobrou do diretor da OIT respostas às denúncias apresentadas pela Confederação e outras entidades a respeito das práticas antissindicais adotadas pelo governo brasileiro. “Temos várias recomendações da OIT, assinadas pelo Brasil e que não são cumpridas”.

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