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Foto: Bruno Cecim/Ag. Pará

CNS confirma que houve lentidão na utilização de recurso para enfrentar a Covid-19

Saúde

De acordo com o Boletim Cofin, o gasto foi quase duas vezes maior no acumulado do início do segundo semestre de 2020, do que a soma dos quatro primeiros meses do estado de calamidade pública decretado por causa da pandemia.

O Boletim Semanal elaborado pela da Comissão de Orçamento e Financiamento – Cofin do Conselho Nacional de Saúde – CNS tem alertado frequentemente para a lentidão da execução da orçamentária e financeira da ação Covid-19, pelo Ministério da Saúde. Comparando os dados analisados do início da pandemia, na modalidade aplicação direta, a execução foi de R$ 1,5 bilhão nos meses de março, abril, maio e junho.  A partir de julho, o gasto foi de 2,7 bilhões, totalizando 4,2 bilhões até 6 de outubro. Isso quer dizer que o gasto foi quase duas vezes maior no acumulado do início do segundo semestre de 2020, do que a soma dos quatro primeiros meses do estado de calamidade pública decretado por causa da pandemia.

Chama-se de aplicação direta o recurso disponibilizado para compras de materiais e equipamentos feitas centralizadamente pelo Ministério da Saúde. Grande parte para distribuir aos estados, Distrito Federal e municípios.

Na modalidade de aplicação Transferências do Fundo Nacional de Saúde para estados, DF e municípios a situação se repete. Até 30 de junho, foram executados R$ 9,9 bilhões, sendo R$ 4,1 bilhões para Estados e DF e R$ 5,8 bilhões para Municípios, enquanto que até 6 de outubro o gasto foi de R$ 28,4 bilhões, sendo R$ 7,8 bilhões para os estados e DF e R$ 20,6 bilhões para os municípios. Acesse o boletim na íntegra, clicando aqui.

Saiba mais – O Boletim Cofin é uma publicação semanal do CNS com informações sintéticas sobre a evolução dos gastos federais do Sistema Único de Saúde – SUS. Neste período, as análises focam no combate à pandemia do Covid-19. O Boletim Cofin é produzido a partir de dados levantados pelo economista Francisco R. Funcia, consultor técnico do CNS e professor da Universidade Municipal de São Caetano do Sul – USCS, Rodrigo Benevides, representante do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, e Carlos Ocké-Reis, representante do Ipea e da Associação Brasileira de Economia da Saúde – Abres. Os dados do Boletim Cofin foram extraídos da Plataforma Siga Brasil.

Fonte: Conselho Nacional de Saúde
CNTS

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