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Foto: Agência Sindical

Centrais sindicais lançam campanha contra reforma da Previdência

Reforma da Previdência

As centrais sindicais lançam na próxima segunda-feira, 12, a Campanha Nacional em Defesa das Aposentadorias e da Previdência Social Justa e Universal. Dirigentes da CUT, Força Sindical, Nova Central, CTB, Intersindical, CSB e CSP/Conlutas, além de técnicos e assessores de imprensa, devem elaborar um documento unitário, indicando os pontos que o movimento considera importante defender ante a eventual retomada da reforma. As entidades não aceitam uma reforma que mantenha privilégios, beneficie bancos e prejudique os trabalhadores.

Durante a plenária de lançamento, no auditório do Dieese em São Paulo, os dirigentes sindicais terão a participação de um especialista que abordará as reformas previdenciárias na América Latina, com destaque para a experiência chilena – cujo regime de capitalização adotado resultou em graves prejuízos aos trabalhadores.

Reunidas dia 1º de novembro, na sede do Dieese, em São Paulo, as centrais decidiram intensificar a luta contra a proposta da reforma da Previdência Social, divulgada recentemente pelos meios de comunicação; organizar o movimento sindical e os segmentos sociais para esclarecer e alertar a sociedade sobre a proposta de fim da aposentadoria; e retomar a luta por uma Previdência Social Pública, universal, que acabe com os privilégios e amplie a proteção social e os direitos.

“Não sabemos ao certo quais as propostas que estão sendo estudadas pela equipe de governo do Jair Bolsonaro. No programa de governo dele não havia esse detalhamento, era muito genérico. Mas o que foi noticiado é que um grupo de trabalho de pesquisadores e economistas, do qual participa o Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo de Fernando Henrique Cardoso, apresentou para essa equipe do Bolsonaro uma proposta que tem semelhanças com a proposta do Temer, mas ela é ainda mais ampla e profunda, tem um impacto ainda maior sobre a seguridade social e sobre a Previdência social pública”, afirmou o supervisor do escritório do Dieese em São Paulo, Victor Pagani, em entrevista ao Seu Jornal, da TVT.

Com a vitória de Jair Bolsonaro, a proposta de reforma da Previdência pode adotar um modelo ainda mais radical no que tange aos ataques aos direitos dos trabalhadores. O estudo do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e do especialista em Previdência Paulo Tafner propõe ampliar os cortes pretendidos pela PEC 287, de Michel Temer. A economia, que com o projeto de Temer seria de R$ 802,3 bilhões, passaria a R$ 1,27 trilhão em 10 anos, um dinheiro que certamente deixaria de ir para os benefícios previdenciários dos trabalhadores.

Tão grave quanto o ataque ao bolso do trabalhador é o caminho proposto pelo estudo apresentado, que para viabilizar a reforma pretende a retirada dos direitos previdenciários e da assistência social da Constituição. “Isso vai permitir que eventualmente, no futuro, sejam feitas outras alterações com mais facilidade, sem precisar aprovar uma nova PEC. Isso é ruim para os trabalhadores, porque a retirada de direitos vai ficar mais fácil caso essa proposta seja aprovada”, afirma Pagani. O plano apresentado por Fraga foi elaborado para uma possível candidatura do apresentador de televisão Luciano Huck, candidatura que não chegou a se consolidar.

Fonte: Agência Sindical
CNTS

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