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Foto: Força Sindical

Centrais programam atos contra reforma da Previdência e fim do Ministério do Trabalho

Sindicalismo

Mobilizações em defesa dos direitos dos trabalhadores serão realizadas em 22 e 26 de novembro.

As centrais sindicais – CUT, Força Sindical, CTB, Intersindical, CSB, CSP-Conlutas, NCST, UGT e CGTB – lançaram na segunda-feira, 12, no auditório da Escola Dieese, em São Paulo, documento com princípios gerais que garantem a universalidade e o futuro da Previdência e da Seguridade Social. Também anunciaram uma jornada de mobilizações contra o fim da aposentadoria entre os dias 22 e 26 deste mês. O objetivo é fazer frente à ideia de reforma da Previdência que vem sendo defendida pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro.

O documento divulgado pelos sindicalistas destaca direitos a serem assegurados, políticas públicas a serem aprimoradas, formas de financiamento alternativas que podem melhorar a gestão, como a revisão de todas as desonerações e isenções, a recriação do Ministério da Previdência Social, além de medidas de avaliação e monitoramento permanente do sistema previdenciário brasileiro. Confira o documento na íntegra, clicando aqui.

No próximo dia 22 será realizado o Dia Nacional de Mobilização, com panfletagens, assembleias nos locais de trabalho e diálogo com a população para esclarecer os riscos de uma nova proposta de reforma da Previdência nos moldes exigidos pelo mercado, como propõe o presidente de extrema-direita, que pretende adotar o modelo de capitalização.

Em 26 de novembro, os trabalhadores farão atos em frente ao Ministério do Trabalho e em todas as Superintendências Regionais do Trabalho espalhadas pelo Brasil para protestar contra a proposta do fim da pasta e reiterar a defesa das aposentadorias.

Reforma previdenciária chilena – A Previdência capitalizada, defendida pelo futuro ministro da economia, Paulo Guedes, modelo utilizado no Chile desde a década de 1980, foi bastante criticada pelas centrais sindicais. O sindicalista chileno Mario Villanueva Olmedo, da Confederación Fenpruss, disse que o sistema de aposentadorias de Administradoras de Fundos de Pensões – AFPs fracassou no país e aproximadamente 2,5 milhões de pessoas vão receber pensões inferiores ao salário mínimo chileno. “Esse modelo de previdência só favorece bancos, seguradoras e grandes empresas, que lucram com a especulação. Aos trabalhadores só resta uma aposentadoria muito baixa”, afirma.

Para Villanueva, o sistema teria sido pensado para injetar recursos no mercado de capital, em grandes grupos econômicos e companhias de seguro. Empresas essas controladas, em grande parte, por acionistas estrangeiros, inclusive norte-americanos. “A Seguridade Social e a Previdência são direitos dos trabalhadores, conquistados com lutas, e devem ser defendidos. Sem unidade e mobilização social, não será possível defender e recuperar esses direitos”, disse.

Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, o modelo que o novo governo pretende implementar no Brasil será um verdadeiro desastre. “Quando o modelo chileno foi implantado havia a expectativa de se devolver ao trabalhador, quando da sua aposentadoria, entre 70% e 100% do que foi aplicado. No entanto, hoje os homens recebem cerca de 30% e as mulheres 25%”, explica.

Ministério do Trabalho – As principais centrais sindicais do país também repudiaram a intenção do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de fundir o Ministério do Trabalho a outra pasta em seu governo. Para as entidades, o fim do Ministério é um atentado aos direitos da classe trabalhadora brasileira e que o novo governo deveria buscar o diálogo com as entidades de defesa dos trabalhadores, antes de anunciar que irá extinguir de vez um órgão tão importante para a geração de emprego e renda para a população.

Por conta disso, as centrais farão atos em todas as Superintendências Regionais do Trabalho contra a medida.

Fonte: Com informações da Agência Sindical, Rede Brasil Atual, UOL e Agência Brasil
CNTS

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