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Foto: Jefferson Bernardes/AP

Brasil volta a bater recorde na média móvel de casos de Covid

Pandemia

Segundo o levantamento do consórcio de veículos de imprensa, a média móvel de diagnósticos nos últimos sete dias foi de 159.789; número de mortes registrado nas últimas 24 horas ficou em 489, número tão alto de óbitos não era registrado desde 13 de novembro.

O Brasil registrou 199.126 novos casos conhecidos de Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o levantamento do consórcio de veículos de imprensa feito junto às secretarias estaduais de Saúde do país, na terça-feira, 25. Com isso, o total de infectados pelo novo coronavírus subiu para 24.334.072.

A média móvel de diagnósticos nos últimos sete dias foi de 159.789 – a maior marca registrada até aqui e oitavo recorde seguido –, um avanço de 203% em relação aos casos registrados em 14 dias.

Dessa forma, a média móvel de vítimas atinge agora um patamar acima do que estava às vésperas do ataque hacker que gerou problemas nos registros em todo o Brasil, ocorrido na madrugada entre 9 e 10 de dezembro. Na época, essa média indicava 183 mortos pela doença a cada dia.

De acordo com o balanço da terça-feira, fechado às 20h, o número de mortes provocadas pela doença nas últimas 24 horas foi de 489, é a primeira vez que isso ocorre desde o dia 13 de novembro. Com isso, o Brasil atingiu   623.901 de óbitos desde o início da pandemia de coronavírus.

Em relação à vacinação, o país tem mais de 148 milhões de pessoas – em torno de 70% da população – imunizadas, ou seja, que receberam ao menos duas doses.

Cinco mortes por minuto – O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde – OMS, Tedros Adhanom, afirmou na última segunda-feira, 24, que é “perigoso” afirmar que estamos perto do fim da pandemia. Ou que a variante ômicron seja a última. Ele presumiu que a Covid-19 “não vai desaparecer tão cedo”. E que é preciso aprender a “administrá-la”. Contudo, destacou que a doença continua matando. Só na última semana, em todo o mundo, mais de 55 mil pessoas morreram, de acordo com os registros oficiais. O que equivale a uma morte registrada a cada 12 segundos, ou cinco por minuto. Nesse período, as autoridades de saúde registraram, globalmente, 100 novos casos de Covid a cada três segundos.

Além disso, dada a distribuição desigual de vacinas pelo planeta, o diretor da OMS alertou que “as condições são ótimas para que surjam novas variantes”. Nesse sentido, a entidade ressaltou que metade dos países não alcançaram o objetivo de chegar a 40% da população vacinada no final de 2021.

Durante reunião do Comitê Executivo da OMS, Tedros lembrou que no próximo dia 30 completam dois anos que a organização declarou emergência internacional em função da disseminação do novo coronavírus. “Dois anos depois, quase 350 milhões de casos e mais de 5,5 milhões de mortes foram relatados, números que sabemos serem conservadores”, enfatizou.

Lotação de UTI supera 80% em 6 Estados e DF – O avanço da variante Ômicron já causa uma explosão de casos e internações no Brasil. Números do Observatório Covid Fiocruz atestam que em sete unidades da Federação a ocupação dos leitos de UTI Covid-19 ultrapassa 80%; o Distrito Federal chegou à ocupação máxima nesta terça-feira.

Os números da Fiocruz mostram que o porcentual de ocupação dos leitos está acima de 80% em Distrito Federal, Espírito Santo (80%), Goiás (82%), Mato Grosso do Sul (80%), Pernambuco (81%), Piauí (82%) e Rio Grande do Norte (83%). Em São Paulo, é de 65% no Estado e de 71% na capital (dados de ontem). No Rio, a situação é um pouco mais preocupante: 62% no Estado, mas 96% na capital.

Além disso, o novo Boletim Infogripe Fiocruz mostra que 25 das 27 unidades da Federação apresentam tendência de crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave – SRAG nas últimas seis semanas.

Fonte: Com Valor Econômico, Deutsche Welle Brasil, G1 e Estadão
CNTS

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