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Foto: Mídia Ninja

Brasil tem mais de 190 profissionais da enfermagem mortos por Covid-19

Coronavírus

Em um mês, 82 profissionais da categoria morreram no país em decorrência do novo coronavírus.

Passados três meses desde a primeira morte pelo novo coronavírus no Brasil, 196 profissionais da enfermagem já morreram vítimas da Covid-19, aponta relatório do Conselho Federal de Enfermagem – Cofen. A taxa de letalidade para a categoria atualmente é de 2,44%.

Desde março, com o objetivo de estudar o panorama da enfermagem durante a pandemia da Covid-19, o portal é alimentado pelos responsáveis técnicos de enfermagem das unidades públicas e privadas de saúde do Brasil.

São Paulo é o estado com o maior número de vítimas no período: 40 profissionais perderam a vida para a Covid-19. O Rio, com 36, e Pernambuco, com 26, aparecem logo em seguida no ranking. Depois vêm Amapá (16), Amazonas (12) e Ceará (11).

Dos óbitos, 65,85% são mulheres e 34,18% homens. Sob a análise da faixa etária, a maioria das mortes se concentra nos enfermeiros que possuem de 51 a 60 anos de idade, e  40,31% se encontram na região Sudeste.

O porta-voz do Conselho Federal de Enfermagem, Gilney Guerra, destacou que o aumento dos óbitos na categoria expõe as más condições enfrentadas pelos enfermeiros no Brasil: “Acredito que o aumento dos óbitos na enfermagem esteja ligado a falta de infraestrutura para os profissionais. Desde março, o Cofen recebeu mais de 5 mil denúncias dos conselhos regionais de enfermagem, relatando a falta de equipamentos de proteção individual para os profissionais de saúde”, explica.

Guerra afirma que, além da falta de infraestrutura, não existe uma mudança de protocolo por parte dos hospitais no atendimento à Covid-19:  “A pandemia é uma situação atípica, por isso, é preciso treinamento para o uso dos equipamentos de proteção adequados a esse momento de emergência sanitária. A capacitação dos profissionais precisa de adequar, com alterações no fluxo de atendimento e mais informações no protocolo de cuidado ao paciente”, reflete o conselheiro.

Fonte: O Globo
CNTS

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