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Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Brasil é um dos 10 piores países para o trabalhador

Direitos Trabalhistas

Relatório da Confederação Sindical Internacional aponta que dos 145 países analisados, Brasil está entre os dez piores para os trabalhadores, com registro até mesmo de assassinato de sindicalistas

Pela primeira vez, o Brasil está na lista dos dez piores países do mundo para os trabalhadores, de acordo com o Índice Global de Direitos da Confederação Sindical Internacional – CSI, divulgado na quarta-feira, 19, durante a 108ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT, em Genebra, na Suíça.

O Índice Global de Direitos 2019 classificou 145 países de acordo com 97 indicadores reconhecidos internacionalmente. Esses indicadores apontam em quais países os trabalhadores e as trabalhadoras estão menos protegidos, tanto no que diz respeito à legislação quanto à prática sindical.

Segundo o índice, Arábia Saudita, Argélia, Bangladesh, Brasil, Colômbia, Filipinas, Guatemala, Cazaquistão, Turquia e Zimbábue são os dez piores países do mundo para os trabalhadores.

O desmonte sistemático dos direitos democráticos dos trabalhadores no local de trabalho e a violenta repressão à greve e manifestações estão colocando em perigo a paz e a estabilidade no mundo, aponta o relatório do Índice Global de Direitos.

Os recursos de extrema violência contra todos aqueles que defendem os direitos trabalhistas têm resultado em prisões, assassinatos e restrição de direitos e de acesso à Justiça de milhares de trabalhadores.

Segundo o relatório, as prisões e perseguições têm tomado grandes proporções na Índia, Turquia e no Vietnã. Entre os 145 países analisados, os trabalhadores foram vítimas de violência em 52 países. Em alguns deles, como o Brasil, foram registradas mortes de sindicalistas.

Entre as principais conclusões do relatório estão: 85% dos países violam o direito de greve; 80% dos países negam a alguns trabalhadores ou a todos o direito de negociação coletiva; passou de 92, em 2018, para 107, em 2019, o número de países que excluem os trabalhadores do direito de filiação aos sindicatos; em 72% dos países, os trabalhadores não têm acesso à Justiça ou têm o direito restringido; o total de países que têm recorrido às prisões de trabalhadores aumentou, passando de 59, em 2018, para 64, em 2019; dos 145 países analisados, 54 negam ou limitam a liberdade de expressão e reunião; as autoridades impediram o registro de sindicatos em 59% dos países analisados; trabalhadores foram vítimas de violência em 52 países; e foram constatados assassinatos de sindicalistas em dez países: Bangladesh, Brasil, Colômbia, Filipinas, Guatemala, Honduras, Itália, Paquistão, Turquia e Zimbábue.

Fonte: Com CUT e Anamatra
CNTS

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