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Foto: Adenir Brito/Câmara Municipal de São José dos Campos

15 milhões de afastados e 7 milhões sem renda mostram peso do auxílio emergencial

Sociedade

Segundo o IBGE, metade da população vivia em domicílios onde pelo menos um morador recebeu algum tipo de benefício. Os trabalhadores domésticos sem carteira apresentavam o maior percentual de afastados devido à pandemia – 26,8%.

No mês passado, o auxílio emergencial e o benefício previsto para casos de suspensão do contrato chegaram a 29,4 milhões de domicílios, três milhões a mais do que no mês anterior, segundo o IBGE. Havia 14,8 milhões de pessoas afastadas do trabalho. Quase metade 7,1 milhões estava sem remuneração, mostrando a importância dos benefícios em um momento de crise agravada pela pandemia de coronavírus. Pelo menos 104,5 milhões de pessoas, praticamente metade da população brasileira – 49,5%, vivia nesses domicílios onde pelo menos um morador recebeu auxílio emergencial.

O percentual de pessoas sem renda caiu ligeiramente em relação a maio, quando eram 9,7 milhões – 51,3%. E os 29,4 milhões de domicílios representam 43% do total no país. O valor médio do benefício foi de R$ 881.

Dos 68,7 milhões não afastados do trabalho, 8,7 milhões – 12,7% dos ocupados – estavam no chamado home office. Esse índice sobe para 17,5% no caso das mulheres e cai para 9,4% entre os homens. E atinge 37,3% das pessoas com nível superior completo ou pós-graduação.

Jornada menor – Em junho, 18,7 milhões de pessoas – 27,3% dos ocupados – trabalharam menos que a jornada habitual. E 2,6 milhões superaram a carga horária normal. A média na semana caiu de 39,8 para 29,5 horas. E o rendimento caiu 16,6%, de R$ 2.332 para R$ 1.944. A queda foi um pouco menos intensa que a registrada em maio (-18,5%).

De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego subiu de 10,7% para 12,4%. O instituto apurou alta em todas as regiões. Atingiu 13,2% no Nordeste, 12,9% no Sudeste, 12,4% no Centro-Oeste, 12,3% no Norte e 10% no Sul.

A pesquisa divulgada na quinta-feira, 23, mostra ainda que 15,5 milhões de pessoas – 7,3% da população tiveram algum sintoma de síndrome gripal, ante 11,4% no mês anterior. Segundo o IBGE, “2,4 milhões de pessoas, ou 1,1% da população, apresentaram sintomas conjugados de síndrome gripal que podiam estar associados à Covid-19 – perda de cheiro ou sabor ou febre, tosse e dificuldade de respirar ou febre, tosse e dor no peito –, contra 4,2 milhões em maio – 2,0% da população”.

Transferência de renda – Os programas de transferência direta de renda chegaram a 46,6% dos domicílios, pouco mais do que em maio – 42,7%. Foram 31,8 milhões de domicílios onde algum morador recebeu algum desses benefícios: auxílio emergencial, seguro-desemprego, Benefício de Prestação Continuada – BPC ou programa Bolsa Família.

Entre os setores de atividade, os trabalhadores domésticos sem carteira apresentavam o maior percentual de afastados devido à pandemia – 26,8%. Em seguida, vieram os empregados do setor público sem carteira –24,4% e os do setor privado sem carteira – 17,3%. O menor percentual de afastamento se registrou no grupo que inclui agricultura e pecuária – 5,2%, subindo para 22,9% no serviço doméstico e para 23,1% em áreas de alojamento e alimentação.

Fonte: Rede Brasil Atual

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