Estudo aponta para relação entre desigualdade salarial nas empresas e individual

Relatório divulgado pela University of the Witwatersrand sobre médias salariais deixa claro que, em vários países, existe, de fato, uma correspondência entre o baixo nível de desigualdade salarial entre os indivíduos e o baixo nível de desigualdade salarial entre as empresas – como no caso da Noruega, que tem um baixo nível de desigualdade salarial e onde 90% das empresas têm médias salariais moderadas –, bem como entre os níveis mais altos de desigualdade em ambos os casos – como no caso do Reino Unido, que mostra níveis mais altos de desigualdade e uma maior porcentagem de empresas com médias salariais muito baixas ou muito altas. Nos países em desenvolvimento, as desigualdades salariais e as desigualdades entre as empresas superam os níveis observados nos países desenvolvidos.

Chama a atenção que o que vale para a desigualdade salarial em geral, também vale para a diferença salarial por gênero. Enquanto na Europa a diferença salarial de gênero por hora é de aproximadamente 20%, essa diferença atinge não menos de 48% em 1% das empresas que apresentam as maiores médias salariais.

O Estudo também aponta que a legislação sobre salários mínimos e negociações coletivas também desempenham um papel fundamental na redução das desigualdades entre as empresas e dentro delas, conforme demonstrado pela experiência de vários países europeus. No entanto, as diferenças entre as modalidades de organização das negociações coletivas têm efeitos diferentes. Se as negociações forem realizadas em nível da empresa ou do local de trabalho, o efeito é limitado à desigualdade salarial nas empresas. Mas, se as negociações coletivas são conduzidas a nível nacional, industrial ou setorial em contextos multiempresariais, com coordenações que transcendem os níveis, cobrem uma maior percentagem de trabalhadores, pelo que a redução da desigualdade tanto nas empresas quanto entre elas torna-se mais provável. A extensão dos acordos coletivos a todos os trabalhadores em um setor específico ou do país pelo governo pode reforçar esses efeitos.

Confira o documento na íntegra clicando aqui.

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